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25 de outubro, 2002 - Publicado às 17h47 GMT
Cabelo é um espelho do corpo humano, dizem cientistas
Pessoas ruivas como Kidman não devem pegar sol
Pessoas ruivas como Kidman não devem pegar sol

Mariana Timóteo da Costa

O cabelo é o órgão mais ativo do corpo humano e pode ajudar cientistas a desvendar segredos relacionados aos sistemas imunológico, circulatório e nervoso.

É o que garantiram cientistas reunidos nesta sexta-feira em Londres para o The Hair Affair, evento aberto ao público que discutiu a "Ciência do Cabelo" na Royal Institution da Grã-Bretanha.

Se antes o estudo dos fios de cabelo era limitado apenas à cosmética, hoje cientistas vêem os cerca de 115 mil fios que cada pessoa possui como um espelho do corpo humano.

O cabelo possui cerca de 20 tipos de células com as mais variadas funções. Além de formarem os fios, essas células estão ligadas a diversos sistemas do corpo humano - principalmente o nervoso, o circulatório e o imunológico.

Células-tronco

"Por isso, quando uma pessoa não está saudável, o cabelo logo apresenta mudanças em sua textura e forma", exemplifica Bruno A. Bernard, que trabalha como pesquisador da multinacional L´Oreal.

Bernard explica que esse mosaico de células muito bem organizado que é o cabelo vem despertando cada vez mais o interesse da ciência.

Recentemente, por exemplo, descobriu-se que no cabelo existem células-tronco, células sem uma função específica que são capazes de se transformar em outras células do organismo.

"Isso é de grande valia para os cientistas, que podem estudar facilmente o comportamento dessas células-tronco, apenas arrancando um fio de cabelo", explica o cientista.

Ruivos

Jonathon Rees estuda fios de cabelos há mais de 20 anos e sua maior especialidade é em cabelos ruivos como os da atriz Nicole Kidman.

Responsável pela descoberta do gene que dá a pigmentação vermelha ao cabelo (o MC1R), Rees tenta agora traçar a histórica genética dos ruivos.

"Estamos descobrindo algumas coisas fascinantes. Hoje, acreditamos que as pessoas ruivas são provavelmente as pertencentes à etnia mais recente da humanidade. Elas teriam surgido há cerca de 50 mil anos", conta Rees.

A teoria de Rees é que na África, onde o homem teoricamente surgiu há cerca de 3 milhões de anos, uma pessoa ruiva não poderia sobreviver por causa do sol.

"A coloração clara do cabelo e da pele só pode ter surgido recentemente, quando o ser humano tomou conta das regiões mais distantes do Equador possíveis", explica Rees.

Para os cientistas, os ruivos não teriam a menor condição de sobreviver na África porque as pessoas de pele clara produzem pouca melanina, que tem função fotoprotetora.

"O estudo da origem, da função e da fisiologia do cabelo pode ajudar mais no entendimento do ser humano como um todo", acredita o pesquisador.
 
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