Médicos buscam voluntários para tratamento com larvas

Larvas
Image caption Pesquisadores querem evidência científica da eficiência das larvas

A Universidade de Cardiff, no País de Gales, e uma empresa de biotecnologia procuram 200 voluntários para participar de um estudo sobre o quão eficiente são as larvas na limpeza de uma ferida.

Oito hospitais na Inglaterra e no País de Gales vão colaborar com o projeto da ZooBiotic, a única empresa britânica que produz larvas com qualidade para uso na medicina.

Os pesquisadores vão coletar evidências por 12 meses sobre o quão eficientes as larvas podem ser para acelerar o processo de cura e diminuir o tempo de internação em hospitais.

O professor Keith Harding, chefe do departamento de cura de ferimentos da Universidade de Cardiff, disse que o País de Gales é líder nesta área de pesquisa.

Acredita-se que as larvas são extremamente eficientes na limpeza rápida e efetiva de ferimentos, e o objetivo do estudo é prová-lo cientificamente.

Dianteira

Harding, que tem reputação internacional na área de cura de feridas, vai liderar a pesquisa.

"O País de Gales está saindo na dianteira ao conduzir este estudo, combinando o conhecimento tecnológico especializado oferecido pela ZooBiotic e a excelência clínica e acadêmica disponíveis no departamento de cura de feridas", disse ele.

"O nosso é o único departamento de cura de feridas baseado em uma universidade no mundo. Somos únicos porque temos uma equipe multidisciplinar oferecendo tratamento aos pacientes, além de indivíduos extremamente capacitados, realizando a pesquisa."

A porta-voz da ZooBiotics, Gill Davies, disse que "há muitas histórias indicando que as larvas podem ser extremamente eficientes na limpeza de ferimentos".

"Chegou a hora de apoiar essas histórias em evidências clínicas e é por isso que, como uma pequena empresa, estamos preparados para investir significativamente na condução deste estudo."

Voluntária

Joyce Coopey, de 75 anos, é uma das primeiras voluntárias no projeto.

Ela sofreu uma ferida na perna um ano atrás, quando caiu no chão após ter sua bolsa roubada.

A ferida infeccionou e nunca foi curada. "Estou feliz em participar do estudo, pois quero que minha perna fique curada depois de tanto tempo", disse ela.

"Sou uma pessoa ativa, e mesmo não tendo deixado o ferimento me atrapalhar, tem sido dolorido e estressante."

A ZooBiotic produz 600 mil larvas e 1.500 curativos por mês em sua unidade de produção farmacêutica, que são fornecidos para mais de 4 mil clientes.

A cura de feridas responde por 3% a 5% dos gastos totais do sistema público de saúde britânico.