Países mais pobres terão doações de vacinas contra H1N1, diz OMS

Doses da vacina contra a gripe suína em Chicago, EUA (arquivo)
Image caption OMS quer que países recebam vacinas a partir de novembro

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta segunda-feira que cerca de cem países em desenvolvimento vão receber doações de vacinas contra a gripe suína.

"Estamos tentando a primeira entrega a partir de novembro", disse a chefe do setor de pesquisa em vacinas da OMS, Marie-Paule Kieny, a jornalistas em Genebra.

"A ideia é começar com (os países do) hemisfério norte primeiro", acrescentou Kieny. O inverno, época do ano em que os casos de gripe tradicionalmente aumentam, começa em dezembro nesta região.

Kieny afirmou ainda que os funcionários do setor de saúde deverão ser prioridade para receber doses das vacinas doadas e, de acordo com dados coletados, uma dose da vacina pode garantir a proteção necessária.

Milhões de doses da vacina contra o vírus H1N1 já estão sendo doadas por companhias farmacêuticas.

Um grupo de países ricos também prometeu doar 10% de suas compras de vacinas para as nações mais pobres.

De acordo com os últimos dados da OMS mais de 4,5 mil pessoas podem ter morrido devido à gripe no mundo todo. Por outro lado, a maioria das centenas de milhares de pessoas que contraíram a doença no mundo todo apresentaram apenas sintomas mais leves ou moderados.

Países como China, Austrália e Estados Unidos já teriam dado início a programas de vacinação em massa depois que os cientistas conseguiram desenvolver a vacina.

Campanha global

A OMS já afirmou várias vezes que, para uma campanha global contra a gripe suína ser eficaz, é necessário que os países em desenvolvimento também tenham acesso à vacina.

Já confirmaram a doação de cerca de 150 milhões de doses companhias como a Sanofi-Adventis e GlaxoSmithKline. Uma quantidade ainda não divulgada será doada por uma terceira companhia, a Medimmune.

No entanto, a OMS afirma que a vacina não é a única arma na luta contra a gripe suína.

De acordo com a organização, também são necessárias outras medidas como fechamento de escolas, antibióticos, higiene pessoal e evitar grandes aglomerações.

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