Ciência

Bolívia rejeita críticas da Unesco sobre restauração de pirâmide

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O ministro da Cultura da Bolívia disse não acreditar que a restauração de parte de uma pirâmide de 2,5 mil anos possa fazer com que o local perca a designação de Patrimônio Mundial da Humanidade.

Uma delegação da Unesco visitará a região este ano para decidir se as obras mudaram significativamente o local, a ponto de ele ser retirado da lista de Patrimônios Mundiais.

O ministro boliviano, Paul Groux, disse à BBC que o governo interrompeu as obras na pirâmide de Akapana, na cidade de Tiwanaku, no oeste do país, no começo deste ano, a pedido da Unesco.

Ele disse ser improvável que a Unesco venha a retirar Akapana de sua lista de patrimônio mundial porque a pirâmide não chegou a ser excessivamente alterada.

Arqueólogos que trabalham na restauração usaram barro e gesso à base de argila, em vez de pedras na reforma da estrutura, despertando críticas na comunidade científica internacional.

Para alguns especialistas, a obra poderia provocar até o desabamento da pirâmide.

A pirâmide de Akapana, construída há 2,5 mil anos, é uma das maiores e mais antigas construções pré-hispânicas da América do Sul. Ela teve grande influência na civilização Tiwanaku, que é anterior ao império Inca.

Para Jose Luis Paz, arqueólogo boliviano que foi nomeado em junho para avaliar danos na pirâmide, a estatal de arqueologia boliviana Unar cometeu um erro grave ao reconstruir parte da pirâmide com barro, em vez de pedra.

Paz disse que as autoridades de Tiwanaku tinham simplesmente pedido a Unar para que desse um jeito de tornar as pirâmides mais atraentes para turistas.

Mas Groux defendeu a Unar, dizendo que a restauração deixou a estrutura bem mais parecida com seu formato original.

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