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Atualizado em: 04 de julho, 2003 - 11h54 GMT (08h54 Brasília)
 
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Unesco cria mais 24 áreas de patrimônio mundial
 
 
 
Budas de Bamiyan, destruídos em 2001, tinham 1,8 mil anos

A antiga cidade iraquiana de Ashur e o vale Bamiyan – que abrigava as estátuas gigantes do Buda destruídas pelo regime Talebã no Afeganistão – foram incluídas entre as áreas de patrimônio mundial da Unesco.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura acrescentou na quinta-feira mais 24 locais aos 730 que já figuravam na lista, além de ampliar uma das áreas que já estavam inscritas: o complexo de conservação da Amazônia Central, uma das regiões mais ricas em biodiversidade no mundo.

Na 27ª sessão da Unesco, ficou decidido também que outras duas áreas de patrimônio cultural serão ampliadas: as tumbas imperiais das dinastias Ming e Qing, na China, e o sítio arqueológico do Panamá antigo e o distrito histórico do Panamá, no Panamá.

Entre as novas áreas consideradas de "valor universal excepcional" pela Unesco estão locais na Mongólia, no Sudão, em Gâmbia e no Cazaquistão.

Risco

As áreas do Afeganistão e do Iraque foram incluídas também na lista da Unesco do patrimônio mundial em risco.

As novas áreas de patrimônio da Unesco são:

Vale Bamiyan, no Afeganistão: a região em que as duas estátuas gigantes de Buda ficavam, antes de serem destruídas pelo Talebã em fevereiro de 2001. A Unesco explicou a escolha por "simbolizar a esperança da comunidade internacional de que atos extremos de intolerância, como a destruição deliberada dos budas, nunca sejam repetidas".

Quebrada de Humahuaca, na Argentina: uma rota comercial importante nos últimos 10 mil anos, com vestígios do império Inca (nos séculos 15 e 16) e da luta pela independência nos séculos 19 e 20.

Bairro histórico de Valparaíso, no Chile: um exemplo interessante do desenvolvimento arquitetônico e urbano na América Latina do fim do século 19.

Ashur (Qala'at at Sherqat), no Iraque: a antiga cidade data de 3000 a.C. Dos séculos 14 ao século nono a.C., ela foi a capital do Império Assírio. A cidade foi destruída pelos babilônios, mas ressurgiu durante o período do império arsácida, entre os séculos primeiro e segundo.

Ubeda-Baeza: dualidade urbana, unidade cultural, na Espanha: a morfologia urbana das duas pequenas cidades de Ubeda e Baeza, no sul da Espanha, datam da época moura, no século nono e da reconquista, no século 13. No século 16, as cidades sofreram reformas adaptando-se ao estilo renascentista.

Citadela, cidade antiga e forte de Derbent, na Federação Russa: parte da fronteira norte do Império Persa Sassânida, que se estendeu a leste e a oeste do Mar Cáspio. A cidade de Derbent manteve as suas características medievais.

Ilha James e a região que a cerca, no Gâmbia: importante por sua relação com o início e a abolição do comércio de escravos na África.

Grutas de Bhimbetka, na Índia: localizadas no pé das montanhas de Vindhyan, na fronteira sul do planalto central indiano. São cinco grutas com pinturas rupestres, que aparentam ir do período Mesolítico ao período histórico.

Takht-e Soleyman, no Irã: este sítio arqueológico no noroeste do Irã inclui o principal santuário reconstruído no período mongol (século 13), bem como um templo do período sassânida (séculos sexto e sétimo), dedicado a Anahita.

Cidade Branca de Tel Aviv, o Movimento Modernista, em Israel: a Cidade Branca foi construída entre 1930 e 1948. As construções foram projetadas por arquitetos que estudaram na Europa e criaram um excepcional complexo arquitetônico do movimento modernista em um contexto cultural novo.

Sacri Monti de Piemonte e Lombarda, na Itália: Os nove montes sagrados no norte da Itália são grupos de capelas e outras construções do fim do século 16 e do século 17, dedicadas a vários aspectos da fé católica.

Mausoléu de Khoja Ahmed Yasawi, no Cazaquistão: O mausoléu, na cidade de Yasi, hoje no Turquistão, foi construído entre 1389 e 1405. É uma das maiores e mais bem conservadas construções do período dos timuríes (1370-1507 a.C).

Missões franciscanas de Sierra Gorda de Querétaro, no México: construídas durante a última fase de conversão ao Cristianismo no interior do México, em meados do século 18. A decoração luxuosa da fachada da igreja é de especial interesse e um exemplo do trabalho criativo conjunto entre índios e missionários.

Igrejas de madeira no sul da Pequena Polônia, Polônia: as igrejas representam exemplos sublimes dos diferentes aspectos da arquitetura medieval de igrejas na tradição católica romana.

Jardins reais de Kew, na Grã-Bretanha: as paisagens criadas pelos jardins, em Londres, ilustram a arte da jardinagem desenvolvida nos séculos 18 a 20. As coleções (plantas conservadas e vivas, e documentos) foram ampliadas consideravelmente ao longo dos séculos.

Bairro Judeu e Basílica de São Procópio em Trebic, na República Checa: uma lembrança da coexistência das culturas judia e cristã da Idade Média ao século 20. O Bairro Judeu fornece lembranças uma época passada, enquanto a basílica, construída no século 13, é um exemplo da influência da arquitetura da Europa Ocidental na região.

Paisagem cultural de Mapungubwe, na África do Sul: uma enorme paisagem de savana aberta, na fronteira norte da África do Sul, entre o Zimbábue e Botsuana. Mapungubwe chegou a ser o maior reino do continente antes de ser abandonado no século 14. As ruínas dos palácios permanecem praticamente intocadas e outros dois sítios arqueológicos sobreviveram.

 
 
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