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Atualizado às: 29 de março, 2004 - 13h38 GMT (09h38 Brasília)
 
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Aspirina pode combater câncer do ovário, diz estudo
 
comprimidos
Estudo: mais evidências de que a aspirina tem ação anti-cancerígena
A aspirina e outros analgésicos do mesmo tipo podem ser capazes de combater o câncer do ovário, segundo um novo estudo.

Ela pretence a um grupo de remédios antiinflamatórios não esteroidais que podem bloquear os efeitos da substância química Cox-2.

Pesquisadores nos Estados Unidos descobriram que essa proteína ajuda no crescimento de tumores cancerígenos do ovário.

Durante uma conferência da American Association for Cancer Research, os cientistas disseram que essas drogas, como a aspirina, poderiam combater a doença.

Este é o último de uma série de estudos indicativos de que a aspirina, disponível no mercado há mais de cem anos, poderia ser usada no tratamento do câncer.

De acordo com os estudos anteriores, ela poderia proteger contra vários tipos de câncer, incluindo o da mama e do cólon.

Um número crescente de cientistas está envolvido em testes para saber se as teorias estão corretas.

Este estudo mais recente, feito pelo doutor Mike Xu e uma equipe de pesquisadores do Fox Chase Cancer Center, está sendo recebido com particular entusiasmo.

"Ele é muito difícil de diagnosticar e as opções de tratamento são relativamente raras", disse a doutora Elaine Vickers, da entidade beneficente britânica Cancer Research UK.

"Muitas mulheres respondem à quimioterapia, mas elas podem desenvolver resistência ao tratamento. Seria fantástico se nós pudéssemos reduzir os riscos da doença", acrescentou.

Vickers disse, no entanto, que mais pesquisas são necessárias para estabelecer uma conexão concreta entre o uso da aspirina e o combate ao câncer.

"Nós não recomendamos que as pessoas tomem aspirina regularmente."

No início do ano, foi publicado um estudo dizendo que o uso de aspirina a longo prazo pode aumentar os riscos de câncer do pâncreas.

 
 
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