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Atualizado às: 06 de abril, 2005 - 16h53 GMT (13h53 Brasília)
 
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Borboletas seguem planos em seus vôos, dizem cientistas
 
Borboleta
Borboletas como a Aglais urticae tiveram transmissores colocados nas costas
As borboletas não têm um padrão de vôo aleatório nos jardins, mas seguem rotas pré-determinadas, de acordo com cientistas britânicos.

Uma equipe de pesquisadores fez esta descoberta ao acompanhar o movimento de insetos em um radar, usando pequenos transmissores presos às costas de borboletas, que também forneceram informações sobre velocidade e pousos.

Os detalhes da pesquisa foram divulgados na publicação Proceedings of the Royal Society B.

A pesquisa foi feita com borboletas conhecidas como "pavão" (Inachis io) e pequenas "cascos de tartaruga" (Aglais urticae) e os transmissores usados pesavam apenas 12 miligramas.

Depois de constatar que os transmissores não afetavam o comportamento das borboletas, a equipe soltou 33 insetos em um descampado com uma área de 500x400 metros coberta por radar.

Isso permitiu que as borboletas fossem acompanhadas individualmente por até 1 quilômetro. A trajetória de 30 dos insetos foi acompanhada com sucesso.

Planos de vôo

Os resultados da experiência revelaram que essas borboletas tinham dois tipos diferentes de planos de vôo: movimento rápido e em linha reta, e não-linear e mais lento.

Durante o vôo em linha reta, as borboletas se deslocavam a uma velocidade de cerca de 2,9 metros por segundo. Durante o tipo de vôo mais lento, os insetos buscavam néctar de flores e voavam dando voltas no ar com uma velocidade média de 1,6 metros por segundo.

Esse tipo de vôo em que a borboleta dá voltas no ar parece ter uma função de orientação, ajudando os insetos a identificarem as flores e pontos de hibernação.

As borboletas puderam identificar e evitar habitats inadequados tais como árvores densas a uma distância de até 200 metros.

"Descobrir como as borboletas escolhem onde vão e como usam o ambiente e se alimentam vai se mostrar muito útil para os conservacionistas", disse Juliet Osborne, do grupo de pesquisa Rothamsted, em Harpenden, na Grã-Bretanha.

"Se nós conseguirmos financiamento, gostaríamos de fazer um estudo muito mais amplo sobre borboletas por vários anos. Isto nos daria informações sobre como voam diferentes espécies e como elas afetam ambientes diferentes."

"Se aconselhamos agricultores sobre se devem cultivar cercas vivas e que tipos de colheitas devem ter para aumentar a biodiversidade, quanto mais conhecermos sobre diferentes espécies, melhor."

No passado já se usou radar para estudar os movimentos de abelhas.

 
 
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