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Atualizado às: 06 de junho, 2005 - 10h13 GMT (07h13 Brasília)
 
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Molécula pode ser chave para 'anticoncepcional seguro'
 
Bebê
Cientistas acreditam que pesquisa pode ajudar em tratamentos contra infertilidade
Uma equipe de cientistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, está desenvolvendo um novo anticoncepcional com o objetivo de reduzir os efeitos colaterais da popular pílula.

Segundo a publicação americana Procedimentos da Academia Nacional de Ciências, os cientistas descobriram uma molécula - STAT3 - que ajuda o embrião a se implantar no útero.

Eles acreditam que um remédio que bloqueie a ação dessa molécula provavelmente atuaria como um contraceptivo sem afetar os hormônios ou aumentar o risco de coágulos sangüíneos, como a pílula.

Os médicos demonstraram que a molécula desempenha um papel chave em sinalizar para as células que revestem o interior do útero que elas devem permitir que o embrião se fixe nas paredes – sem esse sinal, dizem os cientistas, a gravidez seria impossível.

Tumores

Empresas farmacêuticas já estão pesquisando um remédio que bloqueie o efeito da STAT3, que também tem um papel importante na formação de tumores e diabetes.

O cientista Andrew Sharkey, que lidera a pesquisa, afirma que as últimas experiências sugerem que alguns dos remédios em desenvolvimento também podem atuar como um anticoncepcional.

"Esses compostos podem ser eficazes contraceptivos se for aplicada a dosagem correta e ele puder ser utilizado diretamente no útero, como no formato de gel, por exemplo", disse ele.

Os pesquisadores também estão investigando se deficiências no sistema de sinalização da STAT3 podem ser a causa de alguns tipos de infertilidade.

Eles acreditam que, se for este o caso, o tratamento pode ser apenas ativar o sistema de sinalização da molécula.

A médica Anna Glasier, diretora de planejamento familiar da fundação médica Lothian Primary Care, do sistema de saúde pública britânico, disse que terapias que atuem em moléculas que têm um efeito específico sobre o corpo humano são as que, provavelmente, vão causar menos efeitos colaterais.

A pesquisa está sendo financiada pela Organização Mundial de Saúde como parte de um programa para identificar novas metas para o desenvolvimento de anticoncepcionais.

 
 
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