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Copa do mundo
29 de junho, 2002 - Publicado às 18h49 GMT
Cafu será primeiro jogador a disputar três finais de Copa
Cafu teve apoio de jogadores para ser capitão (Foto: AP)
Cafu teve apoio de jogadores para ser capitão (Foto: AP)

Asdrúbal Figueiró, enviado especial a Yokohama

Entrando em campo contra a Alemanha, o lateral brasileiro Cafu vai fazer história neste domingo, na final da Copa do Mundo, contra a Alemanha.

Ele será o primeiro jogador a disputar três finais de Copa do Mundo. Em 1994, ele era reserva e entrou contra a Itália ainda no primeiro tempo, porque o titular Jorginho se machucou.

Em 98, ele era o titular da equipe que perdeu de 3 a 0 para a França. No domingo, ele será o capitão do time e o encarregado de levantar a taça se o Brasil for campeão.

Cafu, dessa maneira, vai superar jogadores como Pelé, Garrincha, Maradona, Matthaeus, Littbarsky, que disputaram duas finais.

Situação peculiar

Pelé, que jogou em 1958 e 70, estava machucado em 62. Maradona disputou as finais de 86 e 90. Em 78, com 17 anos, foi deixado de fora da Copa pelo técnico argentino Cesar Luis Menotti.

O alemão Matthaeus jogou em 1986 e 90. Em 82, contra a Itália, estava na reserva e não entrou em campo. Seu compatriota Littbarsky disputou as de 82 e 90. Em 86, foi reserva e ficou todo o jogo no banco.

Cafu alcançará o recorde histórico em uma situação peculiar.

Até o início da Copa, o lateral da Roma ainda não era uma unanimidade.

Em 1994 e em 1998, o jogador foi acusado de não saber cruzar – pecado moral para quem joga na sua posição.

E na fase de preparação para a competição deste ano, Luiz Felipe Scolari chegou a dizer que o Brasil tinha que jogar com três zagueiros porque Cafu não era tão eficiente como Roberto Carlos na marcação.

Retratação









Embora eu tivesse dito que Cafu não era eficiente na marcação, ele foi fantástico nessa função
Luiz Felipe Scolari
Os críticos mais radicias chegam a dizer que só está há tanto tempo como dono absoluto da camisa número 2 da Seleção por absoluta falta de concorrentes.

Mas, apesar dos “senões”, Cafu chega à decisão como capitão – com a responsabilidade de levantar a taça, caso o Brasil vença.

Até Scolari admitiu que pode ter sido injusto com o lateral. “Não podemos esquecer do Cafu que – embora eu tivesse dito que não era tão eficiente na marcação – foi fantástico quando precisamos dele nessa função”, disse o técnico em sua entrevista antes da decisão.

E, de fato, não é difícil esquecer de Cafu.

Apesar de ser o capitão da equipe – o jogador mantém um perfil discretíssimo.

Discrição

Mesmo quando provocado, nunca dá declarações polêmicas.

“Ainda não ganhamos nada”, é a sua frase preferida fora de campo.

O máximo ao que jogador chega é admitir, depois de provocado por um jornalista, que sim, já se imaginou “levantando a taça”.

Mas, no segundo seguinte, ele emenda: “Mas antes precisamos vencer a Alemanha”.

Capitão









O Cafu tem conversado muito conosco e ajudado a deixar o ambiente tranqüilo
Kléberson
Em campo, o jogador é sempre um dos mais acionados e eficientes do time – mas não dispõe de qualidades espetaculares – como o chute de Roberto Carlos, as arrancadas de Ronaldo, os dribles de Ronaldinho Gaúcho ou o gosto pelo efeito que Rivaldo exibe em toda bola.

Dos cinco, ele é o único que não está na seleção da Copa feita pela Fifa.

“Prefiro ser campeão e que os outros dez jogadores do Brasil estejam na seleção da Copa”, diz Cafu.

A escolha de Cafu como capitão da Seleção aconteceu de forma inesperada – quando Emerson, que ocupava a posição, foi cortado por contusão.

O preferido do técnico para o cargo era Roque Junior, mas Cafu teve mais apoio dos jogadores.

Experiência

Às vésperas da final, o jogador é mais citado pelos mais novos como alguém que os tem ajudado a lidar com a pressão.

“O Cafu tem conversado muito conosco e ajudado a deixar o ambiente tranqüilo”, disse Kléberson.

Depois da partida contra a Inglaterra, Ronaldinho Gaúcho agradeceu duas vezes ao capitão.

A primeira, por ele tê-lo alertado de que o goleiro Seaman estava adiantado no lance do segundo gol do Brasil, em que Ronaldinho encobriu o inglês em uma cobrança de falta.

E a segunda, no lance em que Ronaldinho Gaúcho foi expulso de forma polêmica.

“Ele me disse que cada jogador ia dar 10% a mais e que eu não me preocupasse, pois eles iam compensar minha ausência”, contou Ronaldinho.


 
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