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08 de fevereiro, 2002 - Publicado às 19h57 GMT
Novo livro de Günter Grass quebra tabu ao abordar nazismo
Günter Grass desperta debate sobre nazismo
Günter Grass desperta debate sobre nazismo

O escritor alemão Günter Grass quebrou dois tabus nacionais esta semana, pedindo a publicação do livro Mein Kampf (Minha Luta), de Adolf Hitler, e levantando o delicado tema dos refugiados que fugiram do Exército Vermelho na época da guerra.

Num país ainda abalado pela agressão nazista na Segunda Guerra Mundial, o destino dos milhões de refugiados de origem alemã da Polônia, Rússia e Tchecoslováquia não é discutido nas aulas de História.

Eles são justamente o assuntos do último livro de Grass, sobre o naufrágio de um navio conhecido como o Titanic nazista, raramente mencionado a não ser na propaganda neonazista.

O navio, chamado Wilhelm Gustloff, foi afundado por um submarino russo em 1945, quando carregava 9.000 refugiados e soldados feridos de guerra que deixavam Danzig - agora chamada de Gdansk, na Polônia. O próprio Grass nasceu em Danzig.

Hitler

Depois da publicação do livro - que se chama Im Krebgang - nesta terça-feira, Grass pediu a publicação de Mein Kampf, de Hitler, numa entrevista à revista alemã Kie Woche.

"As pessoas deveriam poder ler essa loucura", afirmou, dizendo que a publicação deveria ser acompanhada de um comentário.

Grass, que já ganhou o Prêmio Nobel de Literatura, disse que a informação sobre o nazismo deveria estar disponível e que a opinião pública deveria discutir o assunto.

Ele disse que o maior acesso às informações ajudaria o público jovem, que pode ser fascinado pelo nazismo, mas não entende o que ele realmente significa.

Grass também criticou o governo alemão por tentar colocar na ilegalidade o Partido Nacional Democrático, neonazista, dizendo que a democracia alemã era suficientemente forte para lidar com os desafios da extrema direita.

Ele disse que a proibição do partido não evitava o populismo dos líderes conservadores "que preparam o terreno para os extremistas de direita".

Repercussão

O livro teve uma boa repercussão na Alemanha.

Franz Joseph Wagner, colunista do jornal alemão Bild, que fugiu do Leste Europeu com sua mãe, disse que agradecia Grass por trazer a história à tona.

O ex-ministro da Relações Exteriores, Hans-Dietrich Genscher, escreveu em sua coluna no jornal: "Günter Grass está escrevendo não para cicatrizar as feridas, mas para manter acesa a memória dos horrores associados com a guerra."

"Num livro que deve se tornar um best-seller, Grass quebrou um tabu histórico", escreveu Die Welt na primeira página.

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