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19 de fevereiro, 2002 - Publicado às 18h21 GMT
Funk carioca está dominando o Chile
O grupo Bonde do Tigrão, que é hit no Chile
O grupo Bonde do Tigrão, que é hit no Chile

Alexandre Teixeira, de Santiago

O funk carioca tomou conta do Chile. Enquanto o Brasil cura a ressaca do Carnaval 2002, os chilenos se sacodem com o ritmo brasileiro do ano passado.

É bizarro, e ninguém sabe como a onda começou, mas Um Tapinha Não Dói é hit da remota Puerto Natales, às margens do Estreito de Magalhães, até a agitada Santiago.

A carioquíssima expressão "tchutchuca" está definitivamente na boca da criançada chilena. E nos programas matinais de TV, pré-adolescentes de shortinho justo rebolam ao som do Bonde do Tigrão.

O curioso é que o "funk Rio" aqui é coisa de criança. Tanto da meninada pobre das palafitas de Castro, na ilha de Chiloé, como dos garotos bem-nascidos que passam férias com a família em Pucón, a capital chilena do turismo de ação.

"Cerol en la mano"

Meninos e meninas enrolam a língua tentando repetir o fraseado peculiar dos morros cariocas e se chacoalham como podem com a batida nervosa tomada, digamos, emprestada dos pioneiros do hip hop
americano.

É claro que nem a criançada nem as conservadoras famílias chilenas desconfiam do pouco sutil duplo sentido de versos como "vou passar cerol na mão" ou "martela o martelão".

A onda funk foi tão poderosa neste "Carnaval" chileno que abriu as portas do país até mesmo para grupos com pouca ou nenhuma identificação com o gênero carioca, a não ser o tal shortinho curto, os refrões ganchudos e a etiqueta "hecho en Brazil".

Só assim se explica que o grupo baiano As Meninas, que também emplacou por aqui seu hit do ano passado, tenha sido a grande atração internacional do superdecadente festival de Viña Del Mar (ao lado de Rod Stewart) no fim do mês passado.

Tal como no Brasil, porém, a moda do funk carioca tem tudo para ser passageira no Chile. Os importadores santiaguinos de "novas tendências" estão de olho no pagode, no axé e nas demais manifestações da nova música popular brasileira.

Até o fim deste verão, A Dança da Motinha (sic) e outras pérolas da safra Furacão 2000 terão dado lugar à já badalada Música da Onda, cujo refrão é: "Olha a onda, Olha a onda, Cuidado o tubarão vai te pegar".

Um achado de ritmo e poesia que promete ser a próxima grande coisa a explodir nas rádios chilenas.

O jornalista Alexandre Teixeira está realizando uma viagem de volta ao mundo que deve durar 13 meses. O Chile é a sua segunda parada.
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