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27 de fevereiro, 2002 - Publicado às 08h18 GMT
França celebra 200 anos de nascimento de Victor Hugo
Autor 'vive' em adaptações, como 'Les Misérables'
Autor 'vive' em adaptações, como 'Les Misérables'

Monique Loureiro, em Paris

A França comemora nesta quarta-feira os 200 anos de nascimento de Victor Hugo (1802-1885), um dos autores mais populares da história.

Para Pierre Rivas, professor de literatura comparada na Universidade Paris/Nanterre, a denúncia de problemas sociais e a defesa das causas populares explicam a fascinação e o amor do povo francês por Victor Hugo.

Mas além dos romances de caráter social, como Os Miseráveis e Notre Dame de Paris, Victor Hugo vem sendo lembrado no ano de seu bicentenário por seu caráter visionário.

O autor foi um dos precursores da defesa da abolição da pena de morte - que só deixou de existir na França nos anos 80 - e defendeu, ainda no século 19, a unificação européia e adoção de uma moeda única para a Europa.

Desprezo da burguesia

"Ele foi um dos primeiros a manifestar sua preocupação com a Europa e a se referir à construção de uma União Européia", afirma o professor Rivas.

No entender de Rivas, uma das características marcantes da obra e da vida de Hugo - a defesa dos direitos da classe trabalhadora - é justamente a razão de sua falta de popularidade entre os membros da elite.

"Ele enfrentou o desprezo da tradição burguesa, aristocrática e elitista. As elites o consideravam um poeta popular e demagógico."

Divergências à parte, o autor francês é considerado hoje em dia, por muitos, um gênio literário.

Victor Hugo queria ser o eco sonoro das preocupações morais, políticas e literárias de sua época. "Ele conseguiu", afirma Pierre Rivas, destacando a importância do escritor como "condutor de sua época".

História

Aos 21 anos, Victor Hugo escreveu seu primeiro romance, Han d'Island. Pressentindo a nova tendência que marcava o século 19, depois da Revolução Francesa, o escritor se lançou no movimento do romantismo e apresentou em 1830 sua primeira peça de teatro, Hernani.

Ele entrou na Academia Francesa aos 38 anos. Um ano após a revolução de 1848, o autor foi eleito deputado pela ala conservadora da Assembléia Nacional Francesa.

Aos 47 anos, Hugo já tinha na bagagem uma obra considerável : o romance Notre Dame de Paris, dez coletâneas de poesia, além das peças das teatro Ruy Blas e Le Roi S'amuse.

Na época, Victor Hugo se destacou pelos seus discursos na Assembléia. Inicialmente conservador, ele depois passou a defender idéias de esquerda.

Em protesto contra o golpe de Estado de 1851, realizado por Luis Napoleão Bonaparte (futuro Napoleão 3º), Victor Hugo se exilou inicialmente na ilha de Jersey e depois em Guernsey.

Foi nessa época que escreveu o panfleto Napoleão, o Pequeno, que marca a sua adoção em definitivo dos ideais progressistas e republicanos. Durante o exílio, o autor também escreveu Os Miseráveis.

No Senado, Victor Hugo lutou pela abolição da pena de morte. Quando morreu, o escritor recebeu a homenagem maior do Estado francês, com enterro e cerimônia nacional no mausoléu do Pantheon. Mais de um milhão de pessoas foram às ruas de Paris chorar a morte de Victor Hugo.

Comemorações

O bicentenário é uma ótima ocasião para descobrir a diversidade da obra de Victor Hugo. Duas grandes exposições vão marcar as comemorações: uma sobre a obra dramatúrgica e outra sobre os desenhos sombrios, que seduziram os surrealistas do século 20.

As duas exposições são organizadas pela direção da Casa de Victor Hugo, situada em pleno coração de Paris.

Hugo morou no luxuoso apartamento, instalado na praça des Vosges, no bairro do Marais, entre 1832 e 1848, tendo sido visitado por escritores como Honoré de Balzac, Alfred de Musset, Alexandre Dumas e o compositor Franz Liszt.

A Maison de Victor Hugo recebe atualmente mais de mil visitantes por dia. Danielle Molinari, diretora do museu, acredita no "efeito Bicentenario".

Também marcando o bicentenário de nascimento de Victor Hugo estão previstas uma exposição de manuscritos do autor na Biblioteca Nacional Francesa; a mostra Victor Hugo na Notre Dame de Paris, instalada na catedral parisiense; e a apresentaçao de uma série de peças de teatro na Comédie Française.
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