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22 de outubro, 2002 - Publicado às 13h27 GMT
Diretor de 'Irreversível' defende longa cena de estupro
Monica Belucci é estuprada no filme
Monica Belucci é estuprada no filme

Um dos filmes mais polêmicos do festival de Cannes deste ano, Irreversível, do diretor argentino Gaspar Noé, tem sua última apresentação na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo nesta terça-feira.

A produção francesa, tem uma sequência de estupro de nove minutos que deu muito o que falar.

Um crítico brasileiro disse que foi o pior filme que já viu. Outros afirmam que o filme tem algumas das cenas sexuais mais violentas e brutais da história do cinema.

Noé tem uma explicação singela para a violência extrema: "Eu só queria que o assassinato fosse tão violento como na vida real. E que o estupro fosse tão repugnante, como na vida real".

Fantasia

No filme, a mulher é atacada, jogada no chão e pelos próximos nove minutos o expectador vê, em um só take ela sendo estuprada e espancada na frente da câmera. Não há edição.


Se você lida com este tipo de assunto, é melhor não evitá-lo
Gaspar Noé
Noé afirma que queria lidar diretamente com o horror da violência e do estupro, que argumenta serem reais e existirem na sociedade.

"O filme lida com pessoas que perdem tudo o que têm e você deve mostrar a dor que isso causa. Não há nada bonito para ver, não está acontecendo nada a não ser um homem, uma mulher em um túnel. E você não pode esconder-se", diz Noé.


Cena de Irreversível
O roteirista britânico, Alexander Walker, se pergunta quem é Gaspar Noé para assumir um papel de reformador da sociedade, mostrando o que acontece na vida real.

"A gente sabe que estas coisas acontecem, mas o filme não é o melhor lugar para ilustrar isso. É um meio de exploração", acredita Walker.

Walker acha que o filme chega a ser perigoso: "Não acho que as pessoas vão sair do cinema para cometer um estupro. Mas o cinema é uma indústria imitativa e o que é imitado é o último filme que deu mais dinheiro ou o que criou mais sensação. E isso normalmente tem relação com exploração sexual ou violência", afirma, acrescentando que é o efeito cumulativo de um filme como este que o preocupa.

Tempo real

A crítica Leslie Felperin acha que a audiência pode julgar por ela mesma.

Ela achou o filme bastante bom tecnicamente, mas está mais preocupada em saber se o filme tem algo para dizer sobre a experiência de violência sexual.

"Não sei se a cena do estupro adiciona algo ao nosso conhecimento da natureza da violência sexual. É uma cena muito explícita e longa. Acho que o fato de ser em tempo real é que é o diferente. Algo que nós só tínhamos visto até agora em filmes pornôs".

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