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07 de março, 2002 - Publicado às 12h43 GMT
ONG acusa Nike e Adidas de explorar trabalhadores
Produtos das companhias seriam fruto de exploração
Produtos das companhias seriam fruto de exploração

A organização não-governamental internacional Oxfam divulgou um novo relatório condenando as condições de dezenas de fábricas da Indonésia que fornecem suprimentos para a Nike e a Adidas.

O documento, intitulado Nós Não Somos Máquinas, afirma que dezenas de milhares de operários ainda vivem em situação de extrema pobreza e trabalham em condições perigosas.

Este é o segundo relatório produzido pela Oxfam, uma entidade com base na Austrália, sobre as condições das fábricas indonésias em menos de dois anos.

O objetivo da entidade foi descobrir se as condições de trabalho teriam melhorado desde a publicação do primeiro relatório.

Humilhados

Na primeira investigação, foi detectado extremo abuso dos direitos básicos dos trabalhadores, e, de acordo com a Oxfam, a situação não melhorou até agora.

"Foram feitas algumas mudanças, mas elas estão longe de tirar os operários da pobreza, dar a eles condições de trabalho mais seguras e respeitar seus direitos de classe", disse à agência de notícias Reuters o autor do relatório, Timothy Connor.

"Diminuiram os casos de assédio sexual e agora os trabalhadores têm direito a folga se ficarem doentes. Mas eles ainda são humilhados e ouvem seus chefes gritaram que eles são muito lerdos", afirmou Connor.


Operários indonésios ganham US$ 2 por dia
O novo relatório afirma que a vida dos trabalhadores ainda é dominada pelo medo e pela miséria.

Cada trabalhador recebe US$ 2 (cerca de R$ 4,7) por dia.

A Oxfam alega que os operários que atuam em sindicatos temem perder seus empregos ou sofrer represálias.

O documento diz que ainda acontecem muitos acidentes envolvendo máquinas cortantese que muitos trabalhadores ficam expostos a uma fumaça composta por substâncias tóxicas.

Reação

O diretor da Nike para negócios internacionais no sudoeste da Ásia, Chris Helzer, disse à Reuters que o documento da Oxfam não é um relato preciso das condições de trabalho na Indonésia porque é baseado em uma amostragem pequena.

"Entrevistar 35 operários de um grupo de 110 mil trabalhadores de um país não é relevante estatisticamente", afirmou.

Helzer disse ainda que os operários recebem de 5% a 10% mais que o salário mínimo obrigatório por lei na Indonésia.

O executivo se recusou a comentar sobre casos de abuso físico e psicológico citados no documento, e argumentou que o principal problema da Nike nos países em desenvolvimento é a falta de gerentes locais qualificados.

Um porta-voz da Adidas negou várias das acusações, dizendo que os salários foram aumentados recentemente e que os sindicatos são encorajados a ampliar sua atuação nas fábricas.

Ele acrescentou que a empresa está tentando assegurar boas condições de trabalho para os operários.

Juntas, a Nike e a Adidas faturaram US$ 750 milhões no ano passado.
 
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