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 Você está em: Economia
26 de outubro, 2002 - Publicado às 21h53 GMT
Queda da inflação é legado positivo de FHC
País ainda é vulnerável a turbulências internacionais
País ainda é vulnerável a turbulências internacionais

Denize Bacoccina

O sucesso no combate à inflação é o lado positivo da política econômica do presidente Fernando Henrique Cardoso, na avaliação de analistas estrangeiros que acompanham a economia brasileira.

Mas a herança dos oito anos de Fernando Henrique no poder também é a de um presidente que começou, mas não conseguiu completar as reformas que modernizariam o país e o tornariam menos vulnerável às turbulências internacionais.

Ao contrário, os últimos dois meses do atual presidente no cargo podem pôr a perder todos os avanços se o país não conseguir convencer a comunidade internacional de que tem dinheiro para pagar a dívida externa e parar a fuga de capitais que vem ocorrendo nos últimos meses.

“Fernando Henrique Cardoso será conhecido como o presidente que derrubou a inflação e isso é muito importante porque deu estabilidade ao país”, afirma o professor de Economia da Universidade de Manchester, Edmund Amann.

Desemprego

“Mas a herança de Fernando Henrique é uma reforma incompleta.” Nesse governo, também, a taxa de desemprego passou de 4,4% para 7,2%.

Amann salienta, no entanto, que houve avanços, com a abertura ao capital estrangeiro, a privatização das telecomunicações e a abertura do setor de petróleo.

O ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Michael Mussa, concorda que o Plano Real foi muito bem-sucedido no combate à inflação, mas diz que foram cometidos “grandes erros” na política cambial.

Mussa critica especialmente a manutenção do real supervalorizado em relação ao dólar entre meados de 1998 e início de 1999, quando o país gastou US$ 35 bilhões, metade das reservas internacionais do país na época, para evitar a desvalorização.

Dívida

“Aquilo foi um grande erro, que gerou parte da dívida que o país tem agora e dos problemas que está enfrentando com a turbulência no mercado financeiro”, afirma Mussa.

Outra herança negativa do governo Fernando Henrique, ele lembra, é o aumento da dívida pública. A proporção da dívida em relação ao PIB passou de 30% em 1994 para mais de 60% atualmente.

Amann diz que a vulnerabilidade externa não começou no governo atual – “é um problema histórico do Brasil”, afirma – mas também não foi solucionada nos últimos oito anos.

“Nos últimos 20, 30 anos aconteceram vários período de turbulência nos mercados. O governo precisa aumentar a poupança interna para reduzir a dependência do capital externo”, diz o economista.

E a única maneira de aumentar a poupança interna é através do aumento da renda per capita, que por sua vez depende do crescimento econômico. “E para isso, é preciso reduzir os juros”, afirma.

A conclusão das reformas fiscal e previdenciária deve ser, na sua opinião, a prioridade maior do sucessor de Fernando Henrique.

“É preciso concluir as reformas, reduzir taxas de juros e promover o crescimento econômico para poder gerar recursos para investir na área social”, afirma Amann.




 
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