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13 de maio, 2002 - Publicado às 22h25 GMT
Argentina confirma venda da Perez Companc à Petrobras
A companhia Perez Companc também produz gás
A companhia Perez Companc também produz gás

Marcia Carmo, de Buenos Aires

O governo argentino confirmou a aprovação da venda de 58,9% da holding do setor de petróleo Perez Companc à Petrobras.

A notícia foi recebida com alívio na empresa brasileira, onde temia-se que a definição sobre a operação ficasse para a gestão do próximo presidente argentino, cuja posse será dia 25.

A aprovação do negócio ocorreu após um longo processo de discussão na Argentina e a apenas cinco dias da data marcada para o segundo turno das eleições - que, aparentemente, não deve mais ser realizado.

O candidato Carlos Menem deve anunciar oficialmente que está abandonando a candidatura. Dessa forma, seu adversário, Néstor Kirchner, seria confirmado como o novo presidente da Argentina.

Discussão política

Nesta campanha eleitoral, Kirchner afirmou, várias vezes, que sua prioridade será a relação bilateral com o Brasil. Na semana passada, ele chegou a ser fotografado junto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto - numa clara manifestação de apoio à campanha de Kirchner.

No entanto, diretores da Petrobras e integrantes do governo brasileiro preferiam que o negócio fosse confirmado sob a gestão do presidente Eduardo Duhalde, com quem discutiram à exaustão a importância desta operação para a Petrobras. Assim foi feito.

O ministro argentino da Economia, Roberto Lavagna, comunicou ao embaixador brasileiro José Botafogo Gonçalves que a Comissão de Defesa da Concorrência tinha aprovado a operação.

A Petrobras anunciou, em outubro passado, a compra de parte da Perez Companc. Mas desde então aguardava a aprovação oficial, técnica e legal deste negócio.

Segundo especialistas do setor, em termos legais e técnicos não havia impedimento algum à confirmação do negócio. Mas a discussão passou a ser política, com o direto envolvimento dos presidentes dos dois países.

Em janeiro passado, o presidente Duhalde esteve no Brasil e o assunto foi tema da conversa que teve com o presidente Lula - pessoalmente empenhado na concretização da venda que vai abrir as portas da Petrobrás para outros países onde a Perez Companc já tem presença forte, como Bolívia, Peru, Equador e Venezuela.

O NEGÓCIO
  • Perez Companc é a maior empresa de energia da Argentina;

  • Tem atuação na Argentina, Venezuela, Equador, Bolivia e Peru;

  • Opera nos setores de petróleo, gás natural e transmissão de energia;

  • Foi o maior investimento externo já realizado pela Petrobras

  • Duhalde resistia, publicamente, à realização do negócio, alegando que o país não poderia vender seus recursos naturais.

    Mais tarde, depois de muitas idas e vindas, ele concordou com a venda, desde que a Transener (empresa de transmissão de energia, responsável por quase todo este setor na Argentina) fosse retirada da operação.

    Revenda

    Agora, o acordo foi possível, segundo fontes do governo argentino, porque a Petrobras concordou em revender, futuramente, a Transener. Para obter o controle sobre os 59% da Perez Companc, a Petrobras pagará cerca de US$ 1,13 bilhão.

    Sendo US$ 754,6 milhões em dinheiro e o restante, assumindo os títulos da dívida da Pecom Energia, através de emissão de novos papéis, de acordo com o que foi comunicado em outubro passado.

    Deste total, US$ 197 milhões referentes ao patrimônio líquido da Transener.

    Ao adquirir parte da Perez Companc, a Petrobras passará a ser dona de refinarias, postos de gasolina (o que a empresa brasileira já possuía na Argentina), participações na empresa de eletricidade Edesur, entre outros itens.

    Na área de petróleo, a petroleira brasileira alcançará 12,9% do mercado argentino de combustíveis, atrás da Repsol-YPF, da Shell e da Esso. Nesta ordem.

    Mas a compra da Perez Companc representa, principalmente, uma medida "estratégica", como contou um assessor da Petrobras. "Assim, a Petrobras está sendo fortalecida lá fora para estar mais forte aqui dentro do Brasil", interpretou.
     
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