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Atualizado às: 09 de março, 2004 - 21h55 GMT (18h55 Brasília)
 
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FMI cedeu, diz governo da Argentina
 

 
 
Néstor Kircher, presidente da Argentina
Kircher não aceitou as condições 'de última hora' do FMI
Assessores da Casa Rosada confirmaram à BBC Brasil oficialmente o fechamento do acordo com o FMI e disseram que o fundo acabou cedendo às reivindicações do presidente Néstor Kichner e retirando as exigências de última hora que o fundo tinha feito.

O FMI deve formalizar nesta quarta-feira a aprovação da segunda revisão do acordo em vigor com a Argentina. De acordo com os mesmos assessores, o fundo anunciará que devolverá a parcela de US$ 3,1 bilhões paga nesta terça-feira pela Argentina. O pagamento foi feito nos minutos finais, antes que o calote fosse concretizado. Ainda não se sabe se essa devolução será total ou parcial.

De acordo com as mesmas fontes da Casa Rosada, o ministro da Economia, Roberto Lavagna, telefonou às 11h da manhã desta terça para a diretora-gerente interina do fundo, Anne Krueger. Ele teria dito que o presidente Néstor Kirchner estava disposto a pagar o dinheiro desde que fossem anuladas as exigências surgidas nas últimas horas em relação ao pagamento da dívida de US$ 88 bilhões para credores privados, cujo calote foi declarado em dezembro de 2001.

Anne Krueger teria dito que a decisão final não dependia dela, mas dos países do G-7, o grupo dos sete mais poderosos do mundo. Às 13h, hora local e também de Brasília, a economista americana telefonou para Kirchner e Lavagna, dizendo que o G-7 concordava com a suspensão dessas exigências e abrindo a possibilidade de a Argentina fazer o pagamento.

Americanos

Segundo analistas, a mudança de opinião de seis dos sete países ricos só foi possível devido à interferência direta do governo americano, o sétimo país no G-7 e com voto decisivo no diretório do FMI.

O fundo havia feito quatro exigências quanto ao pagamento dos credores privados, mas, segundo a Casa Rosada, os novos itens foram retirados do acordo.

Eles eram:

  • Aceitaçao de pelo menos 80% dos credores privados à oferta de pagamento da Argentina;
  • Impedimento de o governo determinar a substituição de um ou mais bancos do comitê formado para negociar essa dívida, em caso de falta de respeito do contrato;
  • O prazo de setembro para se chegar a um entendimento com os credores privados;
  • E o tratamento diferenciado aos que investiram nos títulos da dívida pública argentina e foram alvo do calote.

No documento a ser anunciado nesta quarta-feira, de acordo com a Casa Rosada, não haverá percentual específico para a aceitação da proposta argentina aos credores privados, o governo argentino conseguiu incluir uma cláusula que lhe permite substituir bancos que desrespeitem algum item da renegociação, não há prazo para acordo com esses credores e não haverá tratamento diferenciado para os que sofreram com a moratória de 2001.

Primeira-dama

A primeira-dama e senadora Cristina Fernández de Kirchner disse que a Argentina fez respeitar o que tinha sido assinado no acordo de setembro do ano passado.

"O presidente da Argentina não ia assinar nada que não pudesse ser cumprido. O governo defendeu os interesses do país", disse.

"Não se tratava de bons e maus. Mas da discussao sobre o pagamento de bilhões, de 20% das reservas do Banco Central do nosso país", afirmou.

O entendimento entre a Argentina e o FMI provocou a alta de quase 6% da Bolsa de Buenos Aires e o dólar fechou em queda, cotado a 2,93 pesos.

 
 
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