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Atualizado às: 25 de março, 2004 - 02h36 GMT (23h36 Brasília)
 
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FMI admite 'erros' antes da crise argentina
 

 
 
Argentina protesta contra o FMI
O fundo disse que o endividamento público teve papel importante na crise
O FMI (Fundo Monetário Internacional) divulgou nesta quarta-feira um comunicado em que reconhece que cometeu erros nos anos que antecederam o auge da crise na Argentina, entre 2001 e 2002.

O relatório do fundo se baseia em uma reunião da diretoria do órgão, realizada em 17 de novembro do ano passado. Segundo o FMI, o documento foi divulgado agora a pedido de um dos países-membros da organização.

No documento, o FMI diz que os membros da diretoria “notaram que as projeções de crescimento para a Argentina durante os anos 90 – feitas pelas autoridades (do país), pelo fundo e pelo mercado – foram, em retrospecto, otimistas demais, levando a uma visão excessivamente complacente do desempenho fiscal da Argentina”.

“Essas projeções, por sua vez, se refletiram em uma interpretação positiva demais do impacto das reformas realizadas no início da década, assim como das perspectivas de reformas futuras”.

Dívida pública

No comunicado, o FMI diz que, durante a reunião, os diretores do fundo concluíram que a crise Argentina foi resultado de uma série de fatores, mas que um dos mais importantes teria sido o endividamento público do país.

“Algo de particular relevância em relação à prevenção da crise é que, antes do início do colapso econômico, a dimensão da dívida em relação ao tamanho da economia não era considerada alarmante, e as políticas fiscais eram vistas como sustentáveis”, diz o documento.

Os diretores do fundo disseram que o efeito do otimismo do órgão foi exacerbado por outros fatores, como o fato de o FMI não ter conseguido avaliar qual era o “nível perigoso” desse endividamento para a Argentina.

O fundo também não teria levado em conta a fatia “comparativamente pequena de exportações e sua concentração” no país; os “fatores políticos e administrativos” que poderiam influenciar o surgimento da crise na Argentina, ao limitar a margem de manobra na área fiscal; a parcela substancial de dívida pública contraída em moeda estrangeira, e a “relativa falta de flexibilidade dos mercados de trabalho e de produtos” do país.

Os diretores do fundo também concordaram na reunião que "a experiência argentina deixa clara a necessidade de uma rigorosa implementação de bases para avaliação da sustentatibilidade de dívidas (...)".

Na sua página na Internet, o fundo não deixa claro qual país teria pedido a divulgação do comunicado.

*Colaborou Paulo Cabral, de Washington

 
 
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