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Dez anos do fim da União SoviéticaContagem RegressivaComo a vida mudou

TURCOMENISTÃO

Independência: 27 de outubro de 1991

População: 5,5 milhões

Capital: Ashgabat

Presidente: Saparmyrat Niyazov (desde 27 de outubro de 1990)

OPINIÕES

Ficou pior. Antes, nós podíamos ir onde queríamos no verão - aos países bálticos, à costa da Geórgia ou ao Cáucaso. Agora nós temos ou que ficar na capital ou ir para a costa do mar Cáspio, porque precisamos de vistos e não temos dinheiro suficiente.

Kurban Mamedov, motorista de táxi


É uma vergonha que a URSS tenha entrado em colapso. Eu estudei em Moscou e depois trabalhei aqui no Turcomenistão. Mas, atualmente, meus filhos não podem ir estudar na Rússia, em Belarus ou na Ucrânia, porque agora esses são outros países. Nós costumávamos vistar amigos em outras ex-repúblicas soviéticas. Meu marido costumava trabalhar em Kamchatka quando ainda era possível ir para lá. As relações entre as pessoas também ficaram mais complicadas nos últimos anos. Todo mundo ficou egoísta.

Amangozel Berdyeva, dona de casa

Introdução 4. Lituânia 8. Geórgia 12. Uzbequistão
1. Rússia 5. Belarus 9. Armênia 13. Tadjiquistão
2. Estônia 6. Ucrânia 10. Azerbaijão 14. Quirguistão
3. Letônia 7. Moldávia 11. Turcomenistão 15. Cazaquistão


The Presidential Palace in Ashgabat/AP
O poder é concentrado nas mãos do presidente/AP

Dez anos depois do final da URSS, o Turcomenistão continua isolado do resto do mundo.

O presidente Saparmyrat Niyazov, que recebeu do parlamento um mandato vitalício, mantém um culto à personalidade em seu país que não se assemelha ao de nenhum outro país na Ásia Central. Seu retrato está nas paredes de praticamente todos os escritórios do país - e as principais estradas, o principal porto e inúmeras mesquitas foram batizados com seu nome.

Ele assumiu o título de Turkmenbashi (pai de todos os turcomenos) e seu porta-voz se refere a ele como um profeta. Sapamyrat Niyazov gerencia com eficiência um regime de partido único e levou a maioria dos prinipais ativistas de oposição a deixar o país. Não há imprensa independente no país.

O presidente disse que vai se afastar do poder em 2010, quando tiver completado 70 anos de idade.