Volta ao mundo em fotocromo: as fotos que encantavam o mundo no século 19

Processo criado por suíço Hans Jakob Schmid começou a colorizar fotos em preto e branco a partir de 1888.

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Na década de 1880, Hans Jakob Schmid trabalhava com litografias em Zurique e aperfeiçoou um processo de colorização de negativos em preto e branco que foi batizado de fotocromo. Estas fotos ficaram muito populares no fim do século 19 e começo do século 20. O museu Swiss Camera Museum de Vevey, na Suíça, mostra alguns dos milhares de exemplares produzidos na exposição "A Tour of the World in Photochromes" ("Uma Volta ao Mundo em Fotocromos", em tradução livre). Na imagem acima, uma caravana de camelos descansando no deserto da Síria, em uma foto feita em 1895 por Félix Bonfils.

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Para criar estes fotocromos, era necessário fazer anotações detalhadas sobre as cores presentes na cena fotografada. Depois o negativo preto e branco era aplicado sobre chapas e impresso com cor em papel seguindo técnicas de litografia. Acima, o desembarque em Argel, capital da Argélia, em 1896.

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Os fotocromos se popularizaram tanto que a empresa em que Hans Jakob Schmid trabalhava patentou o processo em janeiro de 1888 e, no ano seguinte, fundou a companhia Photochrom Co. para comercializá-los. Acima, uma ruazinha na parte antiga da cidade de Biskra, na Argélia, por volta de 1900.

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Acima uma foto de uma rua de Nápoles, na Itália, por volta de 1899.

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Várias fotos foram produzidas especialmente para serem transformadas em fotocromos para a empresa em Zurique. Outras eram compradas pelos suíços de fotógrafos como Félix Bonfils, Jean-Pascal Sébah, William Henry Jackson, entre outros. Elas ganhavam cores posteriormente. Acima, a foto do Barco de Mármore no Palácio de Verão em Pequim, na China, produzida entre 1889 e 1911.

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Os fotocromos vinham em vários formatos e eram comercializados em álbuns ou sozinhos. O sucesso destas imagens coloridas foi tanto que ultrapassou as fronteiras da Suíça e, em 1911, havia cerca de dez mil exemplares em circulação. Acima, a foto de 1893 mostra o Hotel Riffelhaus em Riffelberg, na Suíça, com o Matterhorn ao fundo.

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Inicialmente a qualidade e o realismo das imagens chamaram a atenção do público. Mas o aumento no turismo no final do século 19 também contribuiu para a popularidade do fotocromo. Acima, o farol Eddystone em Plymouth, na Grã-Bretanha, em imagem feita entre 1889 e 1911.

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Para atender a tanta demanda por imagens coloridas de lugares distantes, a companhia suíça teve que abrir filiais, uma em Londres e outra em Detroit, nos Estados Unidos. Na imagem acima, um trem a vapor saindo de um túnel em meio as montanhas suíças em março de 1901.

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Refletindo a popularização do turismo, um dos formatos mais populares para venda do fotocromo era o de cartão postal. Na imagem acima, o Kremlin ao fundo em Moscou, uma imagem feita entre 1889 e 1911.

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A Primeira Guerra Mundial e a chegada ao mercado das primeiras fotos coloridas determinaram o fim da popularidade dos fotocromos. Acima, a imagem mostrando a cidade suíça de Lucerna, feita entre 1889 e 1902.

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Ao todo mais de 500 exemplares estão expostos no Swiss Camera Museum de Vevey, mostrando imagens feitas principalmente na Europa, mas também no norte da África, América do Norte e Ásia. Acima, uma imagem do porto antigo de Marselha, na França, feita entre 1889 e 1911.

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Os fotocromos serão exibidos até o dia 21 de agosto em Vevey. Acima, uma imagem do 'Château de Chillon' nas margens do Lago Genebra, na Suíça, foto feita entre 1889 e 1911.