Rede de supermercados alemã 'sem frescura' tenta ganhar os EUA
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Rede de supermercados alemã 'sem frescura' tenta ganhar os EUA

A gigante rede de supermercados alemã Lidl desembarcou nos EUA.

Entre junho e setembro, 20 lojas foram abertas. A empresa planeja inaugurar outras cem na costa leste do país até a metade de 2018.

"Estamos muito empolgados hoje aqui em Richmond (Virgínia), inaugurando nossa 21ª loja - um pouco antes da previsão inicial", diz Will Harwood porta-voz do Lidl nos EUA.

"Também estamos muito felizes em introduzir algo verdadeiramente único para os clientes", acrescenta.

O Lidl tem uma forte presença na Europa, com mais de 10 mil lojas.

Mas será que o supermercado pode revolucionar o setor nos EUA com seu modelo comercial 'sem frescura'?

Para o especialista em varejo Joe Feldman, da consultoria, Telsey Advisory Group, "a inauguração do Lidl nos EUA vem causando um impacto bastante significativo no setor".

"Nas áreas onde as lojas foram abertas, outros estabelecimentos tiveram que reagir e reduzir os preços", explica.

"O 'porém' é que o grande número de lojas não vai abocanhar uma fatia de mercado muito grande", acrescenta.

O modelo do Lidl é diferente do dos varejistas tradicionais dos EUA.

O supermercado tem uma variedade de produtos mais limitada ─ cerca de 90% deles são de marca própria.

Nos Estados Unidos, a maioria dos supermercados tem algo entre 25-35% de sua cesta de produtos de marcas tradicionais.

Portanto, trata-se de uma grande diferença em relação a um supermercado tradicional.

Outros supermercados europeus há tentaram entrar nos EUA.

A alemã Aldi foi uma das que conseguiu e opera no país há anos, mas a britânica Tesco fracassou.

O setor supermercadista americano é muito competitivo, mas muito grande.

Em 2015, as vendas totalizaram US$ 588 bilhões, segundo o Censo dos EUA.

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