Aerolitos? O projeto de fotografia analógica que cria 'pedras voadoras' surreais

Fotografia de David Quentin
Image caption Fotografia de David Quentin em Maol Cheann-Dearg, nas montanhas da Escócia

Há sete anos, o fotógrafo David Quentin começou a capturar imagens surreais, com um toque extraterrestre, de grandes rochas caindo do céu em diferentes locais do Reino Unido.

Tudo começou quando o profissional, morador de Londres, lançou uma pedra no ar e tirou uma foto, curioso com o resultado.

O que no início seria apenas um "impulso excêntrico" acabou se transformando no Rocks In The Sky ("Pedras no ar", em tradução livre), uma coleção de imagens de cristais e rochas de diferentes formatos fotografadas em alta velocidade sobre paisagens isoladas.

Fotografia de David Quentin
Image caption Fotografia de David Quentin

As imagens de Quentin são publicadas no Twitter (@_RocksInTheSky) e chamam atenção mundo afora pela originalidade.

Novas fotografias são publicadas frequentemente.

Fotografia de David Quentin
Image caption Fotografia de David Quentin
Fotografia de David Quentin
Image caption Fotografia de David Quentin

"O projeto começou como um impulso excêntrico em um dia ensolarado em South Downs (área de falésias no sul da Inglaterra), e rapidamente se transformou em um desafio técnico estimulante, que usa vários rolos de filme. Agora, trata-se de uma coleção em crescimento de algo que classifico como imagens bem impressionantes", diz o autor.

"Às vezes, as pessoas acham que usei Photoshop, mas este seria um desafio técnico ainda mais difícil do que o que faço, na verdade. Eu apenas jogo a pedra no ar - ou peço a um amigo para fazê-lo para mim - e fotografo enquanto ela está lá."

O autor continua: "Dessa forma, a luz e a sombra se posicionam corretamente na pedra sem necessidade de qualquer intervenção posterior".

Fotografia de David Quentin
Image caption Fotografia de David Quentin
Fotografia de David Quentin Direito de imagem AFP
Image caption Fotografia de David Quentin

O fotógrafo revela que o principal "truque" das fotos é usar fazê-las com filmes de alta velocidade.

"Assim a velocidade do obturador pode ser veloz o suficiente para dar à pedra uma impressão deliciosa de calma, ou quietude, enquanto a abertura é pequena o suficiente para manter o primeiro plano e o fundo dentro do foco."

Nada é muito simples, claro. "Também há uma questão de composição da imagem, com a rocha posicionada em um local preciso do céu, o que tem que ser feito bem rápido, porque a pedra está em movimento e se mantém no ar por um período muito curto", explica.

Fotografia de David Quentin
Image caption Fotografia de David Quentin
Fotografia de David Quentin
Image caption Fotografia de David Quentin

"E o que elas nos mostram?", pergunta Quentin sobre as imagens.

"Me parece que quando artistas usam rochas no ar - como em O Castelo dos Pirineus, de Magritte, ou o filme A Chegada, com sua espaçonave que parece uma rocha equilibrada -, nós enxergamos algo que é surreal e alienígena, mas ao mesmo tempo dolorosamente familiar", diz, citando a pintura surreal do belga René Magritte (1898-1967) de um castelo sobre uma rocha flutuante e a ficção científica recente, estrelada por Amy Adams.

"Eu não sei por que rochas no ar de alguma forma parecem pertencer a este lugar. Aos meus olhos, parece muito."

Fotografia de David Quentin
Image caption Fotografia de David Quentin
Fotografia de David Quentin
Image caption Fotografia de David Quentin

Todas as imagens têm direitos reservados.

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