A campeã de boxe amador cuja história é ensinada em escolas na França

Ex-campeã mundial de boxe amador Aya Cissoko lutou contra o sexismo e o racismo desde criança.

Aya, que se aposentou dos ringues em 2006, lançou uma autobiografia que vem sendo ensinada nas escolas de seu país, a França, e espera que sua história possa inspirar novas gerações.

"Quando uma mulher tem êxito, os homens querem colocá-la de volta em seu lugar. O boxe me ensinou a ser forte", diz ela.

Aya entrou no ringue pela primeira vez aos oito anos.

"Fui campeã mundial 3 vezes – duas na França e uma na Inglaterra. Algumas vezes, digo a mim mesma

que a vida é como um filme, então tento não pensar demais", conta.

Quando começou a lutar, Aya teve que convencer um técnico a treiná-la.

"Como mulher, tente dizer em frente a um grupo de homens: 'Eu luto boxe'. Você vai sentir um desconforto repentino quando eles perceberem que uma mulher está lutando boxe", diz.

Depois de se provar como lutadora, Aya decidiu encarar um novo desafio.

Em 2006, ela se aposentou dos ringues e escreveu uma autobiografia sobre sua luta contra o racismo e o sexismo.

A família de Aya é do Mali, no oeste da África. Ela ainda era uma criança quando seu pai e sua irmã foram mortos em um incêndio criminoso provocado por um grupo de extrema-direita.

Agora, sua autobiografia está sendo ensinada nas escolas francesas.

Aya espera que sua história possa inspirar e empoderar novas gerações.

"As mulheres não têm mais que pedir permissão para se expressar e isso é algo extraordinário", conclui.