Com menos torcedores que Brasil ou Alemanha, peruanos e argentinos roubam a cena em Moscou
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Com menos torcedores que Brasil ou Alemanha, peruanos e argentinos roubam a cena em Moscou

Dos 2,4 milhões de ingressos já vendidos para a Copa do Mundo 2018, segundo dados da FIFA, 871 mil ficaram nas mãos dos russos, anfitriões da festa.

Os brasileiros, apontados entre os favoritos do torneio, aparecem no terceiro lugar (72,5 mil), depois dos Estados Unidos (88,8 mil) - que nem se classificaram.

Em quarto e quinto lugares vêm, respectivamente, Colômbia (65 mil) e Alemanha (62 mil) - times tradicionais, que costumam ir longe no mundial.

Nas ruas centenárias do centro de Moscou, no entanto, torcidas que nem aparecem no ranking dos cinco principais países vêm ofuscando as demais.

Enquanto os argentinos repetem o barulhento coral que promoveram na Copa do Brasil, em 2014 - com direito ao já clássico grito que compara Maradona a Pelé -, os peruanos, que ocupam apenas o nono lugar entre as maiores torcidas deste mundial (43,6 mil ingressos), são os que mais têm chamado atenção de russos e turistas.

A torcida brasileira, em grupos menores, quase sempre concentrada nos bares da região histórica da cidade, costuma responder às provocações dos hermanos com bom humor.

"Maradona é melhor que Pelé? Pelé sozinho tem três títulos, o seu país inteiro só tem dois!", tentou dizer um brasileiro, interrompido pela multidão azul e branca que começou a gritar em coro: "Argentina! Argentina! Argentina!".

Se, por sua vez, a seleção peruana tiver o mesmo fôlego de seus torcedores, o time andino conseguirá um retorno triunfal às Copas do Mundo.

A última Copa que contou com jogadores peruanos aconteceu em 1982, há 36 anos, e o time foi eliminado já na primeira fase - após cair em um grupo difícil, com Polônia, Itália e Camarões.

Apesar de poucas chances de levar o troféu para Lima, o Peru tem conseguido bons resultados e acumula 15 jogos sem nenhuma derrota. Seu primeiro adversário, a Dinamarca, não perde há 13 jogos e promete um teste difícil para os sul-americanos.

Com seus tradicionais keffiyehs, como são chamados os tradicionais lenços de cabeça usados em diversos países do Oriente Médio, os torcedores da Arábia Saudita chamam atenção por serem compostas apenas por homem - mulheres têm direitos extremamente restritos no país, que ocupa o 141o lugar entre os 144 países presentes no ranking de desigualdade de gênero do Fórum Econômico Mudial (dados de 2016).

Os sauditas tiveram a difícil missão de encarar os donos da casa na partida de abertura da Copa nesta quinta-feira, em Moscou, e foram derrotados por 5 a 0.