Como moradores salvaram cidade do ‘lixo ocidental’ na Malásia
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Poluição por plástico: como moradores salvaram cidade do ‘lixo ocidental’ na Malásia

Montanhas de resíduos plásticos - importados dos Estados Unidos, Austrália e Reino Unido - se acumularam pelas ruas da cidade de Jenjarom, na Malásia.

"Havia sempre esse cheiro estranho de plástico derretido", lembra um morador, que se tornou ativista para combater as usinas de reciclagem ilegais que surgiram na cidade no ano passado.

Muitas dessas usinas descartam os resíduos de forma insalubre - enterrando, ou mais comumente, incinerando o lixo a céu aberto clandestinamente durante a noite.

A fumaça proveniente da queima do plástico é considerada cancerígena e possivelmente causou impacto na saúde respiratória da população.

Com a câmera dos próprios celulares e alguns drones, um grupo de moradores registrou a atividade das usinas e preparou um relatório para alertar a imprensa e as autoridades sobre a presença do “yanglaji” (“lixo ocidental”).

A estratégia deles surtiu efeito. O governo da Malásia já fechou 33 usinas que considera ilegais em Jenjarom.

Mas as 17 mil toneladas de lixo deixadas por essas usinas ainda estão lá - e não são insignificantes para uma cidade de 30 mil habitantes.

A maior parte deste lixo foi apreendida pelas autoridades, mas 4 mil toneladas de resíduos plásticos ainda estão concentrados em um único local - à vista de qualquer pessoa que passar por lá.

A luta dos ativistas contra as usinas continua:

“(As usinas ilegais) podem ser muito traiçoeiras. Elas vão aparecer novamente em lugares mais escondidos. Temos que continuar a caçá-las.”

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