Homem joga ácido no próprio rosto após ser condenado à prisão

Inner London Crown Court Direito de imagem Google

Autoridades britânicas investigam como um réu conseguiu jogar ácido no próprio rosto, momentos depois de ouvir a sua sentença em um tribunal de Londres, Inglaterra.

Marc Marshall, de 54 anos, estava no banco dos réus do tribunal de Inner London Crown Court e respondia a um processo por fraude.

Ele se encontra em estado crítico no hospital, bem como a oficial de custódia que o acompanhava na sessão do dia 29 de abril.

O caso levantou dúvidas sobre a segurança nos prédios do tribunal e sobre como o líquido, que ainda não se sabe exatamente o que era, teria chegado ao banco dos réus.

Marshall entrou no tribunal com uma garrafa de metal – embora imagens do circuito interno de vídeo indiquem que ele teria bebido dela ao passar pelo controle de segurança.

O incidente ocorreu depois Marshall ter declarado sua culpa em uma série de delitos de fraude com cheques no valor de £135 mil (mais de R$ 690 mil).

Quando o juiz pronunciou a sentença de dois anos e quatro meses de prisão, foi possível ouvir Marshall chorando e gritando.

De acordo com uma testemunha, o rosto do réu teria ficado pálido, e o ambiente foi tomado por um forte cheiro de ácido.

"Parecia que a pele estava coberta por cola", disse a testemunha.

Funcionários do tribunal usaram água para tentar lavar a substância no rosto de Marshall.

Acredita-se que ele também tenha tomado um gole do líquido tóxico.

Episódio de esfaqueamento

No local, o réu foi tratado por um paramédico – que disse que os ferimentos "ameaçavam a vida" de Marshall – e levado de ambulância para o Hospital St. Thomas.

O julgamento já havia sido adiado porque Marshall, que mudou de nome várias vezes, enfrentou problemas médicos depois de se esfaquear no pescoço ao ser preso pela polícia em 2016.

Um porta-voz da Justiça britânica afirmou: "A segurança de todos os usuários da corte é a nossa prioridade, e estamos profundamente preocupados com o incidente".

"A polícia está investigando com urgência o que aconteceu, e seria incorreto tecer maiores comentários a esta altura".

A Polícia Metropolitana disse que atendeu um chamado no tribunal às 12h01 (horário local) da segunda-feira (29/4), a partir de denúncias de um ataque grave.

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