Copa do Mundo 2019 mostra que futebol feminino está mais popular do que nunca
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Copa do Mundo 2019 mostra que futebol feminino está mais popular do que nunca

A Copa do Mundo de Futebol Feminino chega à oitava edição em 2019, com o evento em junho e julho, na França.

É a oitava vez que as seleções femininas se enfrentam no torneio, que só teve a primeira edição em 1991, mais de 60 anos depois da primeira Copa masculina.

Depois de um período em que houve até proibição de mulheres jogarem futebol, os dados hoje mostram que a popularidade do futebol feminino está crescendo.

No Brasil, as mulheres chegaram a ser proibidas de jogar. De 1941 até 1979, se elas fossem vistas jogando futebol, poderiam ser levadas para a delegacia.

Em outros países, como a Inglaterra e a Alemanha, também houve proibições até a década de 70.

A partir de 7 de junho, 24 seleções participam do torneio. Até agora, a equipe dos Estados Unidos venceu três edições; a da Alemanha, duas; e Japão e Noruega, uma vez cada.

O Brasil chegou à final da Copa do Mundo Feminina em 2007, mas perdeu para a Alemanha.

A audiência do futebol feminino tem aumentado na TV, assim como o número de espectadores nos estádios.

Antes do início do torneio, mais de 800 mil ingressos já tinham sido vendidos para a Copa de 2019 – e as entradas para abertura, semifinais e final esgotaram em 48 horas.

Mas ainda há dificuldade: a premiação para as mulheres, embora tenha aumentado, ainda é muito inferior à dos homens.

Em 2015, a seleção feminina vencedora recebeu US$ 2 milhões de dólares (o equivalente a R$ 7,75 milhões). Neste ano, quem vencer a Copa na França vai receber o dobro do valor.

Na Copa de Futebol Masculina em 2018, a premiação foi de US$ 38 milhões (R$ 147,3 milhões).

Muitas vezes, o argumento é o de que o prêmio é diferente porque está ligado à receita gerada por cada um dos eventos.

Mas a Fifa, a entidade que organiza o evento, diz que as receitas comerciais com a Copa do Mundo Feminina não podem ser separadas de outros eventos porque os direitos normalmente são vendidos como um pacote.

A Fifa também diz que está trabalhando para aumentar a participação feminina no futebol mundial.

Apesar das diversas questões de desigualdade, cada vez mais mulheres têm jogado futebol em todo o mundo. E

Em 2017, mais de 1,3 milhão de jogadoras estavam registradas em clubes e federações na Europa.

A seleção brasileira entrará em campo em 2019, pela primeira vez, com um uniforme todo com identidade própria, sem ser apenas uma cópia do uniforme da seleção masculina, como aconteceu nos mundiais anteriores.

As brasileiras estão no grupo C e enfrentam, nessa primeira fase, a Jamaica, Austrália e Itália.

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