Homem é condenado a 15 anos de prisão após queimar bandeira LGBT de Igreja

Adolfo Martinez Direito de imagem Police handout
Image caption 'Queimei o orgulho deles, pura e simplesmente', afirmou Martinez

Um homem foi condenado a 15 anos de prisão, nos Estados Unidos, por roubar a bandeira símbolo do orgulho lésbico, gay, bissexual, travesti, transexual e transgênero (LGBT) de uma igreja progressista e queimar do lado de fora de um clube de strip-tease.

Adolfo Martinez, de 30 anos, admitiu à imprensa que arrancou a bandeira do arco-íris que estava na United Church of Christ, no centro de Ames, no Estado americano de Iowa, por não tolerar a homossexualidade.

Ele foi considerado culpado das acusações de assédio, crime de ódio e uso imprudente do fogo — o que foi agravado pelo fato de ter antecedentes criminais.

O incidente ocorreu por volta da meia-noite no dia 11 de junho deste ano.

A polícia diz que tudo começou quando recebeu um chamado para conter um homem que estava fazendo ameaças no clube de strip-tease Dangerous Curves. Quando os policiais chegaram ao local, ele já havia sido expulso pelos funcionários do bar.

Após deixar o clube, Martinez foi até a igreja e arrancou a bandeira. Em seguida, voltou à boate e usou fluido para isqueiro para queimar a bandeira na rua. Também ameaçou botar fogo no bar.

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Image caption Martinez afirmou que ateou fogo na bandeira porque 'é contra a homossexualidade'

Martinez foi preso no mesmo dia e informou à imprensa local, durante entrevista na prisão, que era "culpado das acusações".

"Foi uma honra fazer isso. É uma bênção do Senhor", disse ele, explicando que ateou fogo na bandeira porque "é contra a homossexualidade".

"Queimei o orgulho deles, pura e simplesmente", disse à rede de televisão KCCI-TV. A entrevista foi inserida no julgamento como parte das evidências contra ele.

A pastora da igreja, Eileen Gebbie, que se identifica como mulher gay, concorda que as ações de Martinez foram motivadas pelo ódio.

"Muitas vezes testemunhei Ames não sendo tão progressista quanto muitas pessoas pensam que é, e há uma comunidade gay muito grande que ainda não saiu do armário aqui", declarou ao jornal Des Moines Register após Martinez ter sido condenado em novembro.

"Mas 12 pessoas (do júri) que eu não conheço, que não têm interesse em mim ou nesta congregação, disseram que esse homem cometeu um crime, e foi um crime causado por intolerância e ódio."

A procuradora do condado de Story, Jessica Reynolds, disse que Martinez foi a primeira pessoa na história do condado a ser condenada por crime de ódio.

"A dura realidade é que há pessoas que têm como alvo indivíduos e cometem crimes contra indivíduos por causa da sua raça, gênero e orientação sexual", disse ela ao jornal Ames Tribune.

"E quando isso acontece, é muito importante que, como sociedade, a gente se posicione, e as pessoas recebam punições severas por essas ações."

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