Coronavírus: Brasileiros são liberados da quarentena e deixam Anápolis

Ministro Fernando Azevedo em cerimônia após a liberação dos brasileiros em quarentena Direito de imagem Marcelo Casal/Ag. Brasil
Image caption Ministro Fernando Azevedo em cerimônia após a liberação dos brasileiros em quarentena: confinamento durou 4 dias menos que o previsto

Após 14 dias de quarentena, os 58 brasileiros que estavam confinados na base aérea de Anápolis (GO) para a realização de testes para descartar a possibilidade de contaminação pelo novo coronavírus foram liberados.

No grupo estão os 34 repatriados de Wuhan, na China, epicentro do atual surto, além de médicos e outros profissionais que tiveram contato com os que foram resgatados.

Segundo o ministério da Defesa, a terceira bateria de testes, realizada nesta sexta-feira (21/02), trouxe novamente resultado negativo para o novo coronavírus.

Os repatriados serão transportados em aeronaves da FAB para cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais, Pará e Brasília.

Dois deles embarcarão ainda voos comerciais a partir da capital federal para o Maranhão e Rio Grande do Norte.

O retorno se deu quatro dias antes do previsto - inicialmente, foi anunciado que a quarentena duraria 18 dias.

Antes da partida, houve uma cerimônia com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o prefeito de Anápolis, Roberto Naves.

Coreia do Sul em alerta máximo

Neste domingo, a Coreia do Sul declarou nível mais alto de alerta diante do aumento no número de casos da doença.

Seis pessoas morreram no país e outras 600 foram infectadas.

Na China, onde o novo coronavírus foi detectado em dezembro do ano passado, o total de mortes chegou a 2.442, com 76 mil pessoas infectadas.

O presidente chinês, Xi Jinping, descreveu o surto como "a maior emergência de saúde pública" do país na História recente.

Diante do aumento no número de casos, Itália e Irã anunciaram medidas para tentar conter o avanço da doença.

Na Itália, onde há mais de 100 pessoas contaminadas, cidades como Milão e Veneza estão em quarentena. A medida "extraordinária" foi implementada após a morte de dois cidadão italianos pela doença.

O Irã contabiliza oito mortos e 43 casos confirmados. Em decorrência do cenário, escolas, universidades e centros culturais em 14 províncias ficarão fechados a partir de hoje (23/02).

No Brasil, há no momento apenas um caso suspeito da doença.

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