'Fake News' é eleita palavra do ano e ganhará menção em dicionário britânico

Presidente Donald Trump sorrindo Direito de imagem Reuters
Image caption Termo 'fake news' é muito usado pelo presidente norte-americano Donald Trump e passou a ser adotado por governantes de outros países, como a primeira-ministra Theresa May.

Uma frase que tem dominado as manchetes - e uma conta de Twitter em particular - foi nomeada a "palavra do ano" pelo dicionário em inglês da editora britânica Collins.

"Fake news", "notícias falsas", foi um termo amplamente usado por Donald Trump quando estava em campanha para a presidência, em geral para se referir a notícias negativas sobre ele, mas parece que o mundo inteiro passou a usar o termo. Em 2017, as menções a "fake news" aumentaram 365%.

Outras novas palavras do mundo da política também foram finalistas na escolha do termo do ano, "Echo-chamber", palavra que significa, literalmente, "câmara de eco", mas que ganhou um novo sentido metafórico, e "Antifa".

O termo "câmara de eco" descreve o efeito em que opiniões ou crenças reverberam por repetições - pelas mídias sociais, por exemplo - e acabam sendo reforçadas e percebidas como sendo mais aceitas do que realmente são.

Direito de imagem Harper Collins

Já "Antifa" é um termo usado para denominar um movimento político autônomo antifascista que propõe uma postura ativa, como o uso de protestos de rua, contra grupos que discriminam minorias.

É o quinto ano em que uma palavra ou frase é escolhida pela editora.

Os vencedores dos dois últimos anos foram "Brexit", que é a saída do Reino Unido da União Europeia, e "Geek", definido pelo dicionário Collins tanto como uma "pessoa talentosa com computadores que se interessa mais por máquinas do que por seres humanos" quanto como alguém "entediante e sem habilidade social".

Mesmo a palavra "Insta"- usada para se referir ao aplicativo de fotos Instagram - não conseguiu vencer, na seleção, o termo usado repetidas vezes por Trump na campanha pela Presidência dos Estados Unidos.


Últimos vencedores de 'palavra do ano'

Direito de imagem Harper Collins
Image caption Dicionário Collins elege todo ano a nova palavra mais significativa do período

2016 - Brexit: Substantivo que significa a "saída do Reino Unido da União Europeia".

2015 - Binge-watch: Verbo que significa "assistir de uma vez a um grande número de programas televisivos, especialmente a todos os episódios de uma série".

2014 - Photobomb: Verbo que significa "estragar uma fotografia ao passar em frente de quem está sendo fotografado, normalmente fazendo algo bobo, como uma cara engraçada".

2013 - Geek: Substantivo que significa alguém com "talento no uso de computadores, e que parece se interessar mais por eles do que por pessoas".


Uma palavra que surgiu em 2015 no Reino Unido e que ganhou força este ano com a cobertura das eleições para o Parlamento britânico foi "Corbynmania", em alusão ao entusiasmo de eleitores pelo líder trabalhista, Jeremy Corbyn.

Uma segunda palavra muito popular em 2017 foi "gig economy", usada para caracterizar a tendência do mercado de trabalho por contratos temporários e trabalhos de freelance.

Outro termo bastante usado foi "gender fluid", "gênero fluído", que define pessoas que alternam a própria identificação como homem ou mulher através do tempo.

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