Declaração de Balfour: a carta que mudou o Oriente Médio
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Declaração de Balfour: a carta que mudou o Oriente Médio

Vista como o ponto inicial do conflito árabe-israelense, a carta do ministro britânico Arthur Balfour completou 100 anos neste mês. Ainda hoje, israelenses e palestinos disputam as repercussões deixadas por essas 67 palavras.

O texto do então ministro britânico de Relações Exteriores foi enviado ao lorde Walter Rothschild, um dos principais proponentes do Sionismo, movimento que defendia a autodeterminação do povo judeu em sua "terra histórica" - que vai do Mediterrâneo até o lado oriental do rio Jordão, uma área que passou a ser conhecida como Palestina.

A declaração do governo britânico apoia "o estabelecimento de um lar nacional para o povo judeu na Palestina".

Ao mesmo tempo, a carta dizia que nada deveria "prejudicar os direitos civis e religiosos de comunidades não-judias que já estavam ali".

A Declaração de Balfour é o primeiro sinal de simpatia de uma potência mundial com o sionismo.

Hoje, palestinos condenam a carta por considerar que a Grã-Bretanha desrespeitou os desejos políticos da população nativa e veem na declaração a origem da falta de um Estado palestino e da perda de territórios.

Para os israelenses, o mesmo documento é um marco em sua busca por um Estado e sua sobrevivência.

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