Acidente de avião entre a Etiópia e o Quênia mata 157 pessoas

Foto de arquivo de um Boeing 737 da Ethiopian Airlines no Aeroporto Internacional de Bole, em 2017 Direito de imagem Reuters
Image caption O avião levava 157 pessoas

Um avião da Ethiopian Airlines com 157 pessoas a bordo caiu na manhã deste domingo durante um voo entre as cidades de Addis Ababa, na Etiópia, e Nairóbi, no Quênia.

Segundo a companhia aérea, o Boeing 737 levava 149 passageiros e oito tripulantes, e caiu logo após levantar voo do aeroporto da capital do país. De acordo com informações da companhia aérea, ninguém sobreviveu.

A primeira notícia sobre o acidente foi dada pelo primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, que expressou "profundas condolências" no Twitter.

Em um comunicado, a companhia aérea disse que as operações de busca e socorro estão em andamento no local do acidente, perto da cidade de Bishoftu, a 60 km da capital.

Ainda não está claro o que causou o acidente, mas sabe-se que o piloto relatou dificuldades técnicas após decolar.

Direito de imagem AFP

As autoridades locais disseram que havia pessoas de 33 nacionalidades diferentes entre os passageiros – nenhum brasileiro.

Segundo o CEO da cia aérea, Tewolde Gebremariam, havia 32 quenianos, 18 canadenses, oito italianos, oito chineses, sete britânicos e sete franceses no voo. Também estavam na aeronave cidadãos do Egito, da Holanda, da Índia, da Eslováquia, da Áustria, da Suiça, da Rússia, do Marracos, da Espanha, da Polônia e de Israel, entre outros.

A Boeing, empresa que construiu o avião, disse no Twitter que está "monitorando a situação de perto".

A aeronave 737 Max-8 é um modelo relativamente novo, lançado em 2016. Foi adicionado à frota da Ethiopian Airlines no ano passado.

Outro avião do mesmo modelo esteve envolvido em um acidente 5 meses atrás, quando um avião da Lion Air caiu no mar próximo à Indonésia com quase 190 pessoas a bordo.

O que se sabe sobre o histórico de segurança da companhia aérea?

A Ethiopian Airlines tem voos para muitos destinos na África, o que a torna uma empresa popular em um continente onde muitas companhias voos apenas de seus países para destinos fora da África.

Ela tem um boa reputação em relação à segurança, apesar de um de seus aviões ter caído em 2010 no Mar Mediterrâneo logo após deixar da cidade de Beirute, no Líbano. O incidente matou as 90 que estavam a bordo.

O maior número de mortos em um acidente da empresa até hoje é de um acidente em 1996, quando um avião que havia sido sequestrado caiu em um voo entre Addis Ababa e Nairóbi.

A aeronave foi sequestrada por três etíopes que queriam asilo na Austrália. O combustível do avião acabou se esgotando e um dos motores morreu. Os pilotos tentaram um pouso de emergência na água, mas a aeronave atingiu um recife de corais no oceano índico e 123 das 175 pessoas morreram.

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