O que é a Força Espacial, novo braço militar lançando por Trump

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Image caption A Força Espacial já era um projeto de estimação de Trump fazia tempo

O presidente americano, Donald Trump, oficializou o financiamento para uma unidade do Pentágono focada na guerra no espaço: a Força Espacial dos Estados Unidos.

O novo serviço militar, que integra a Força Aérea do país, será o primeiro a ser criado em mais de 70 anos.

Em uma base do Exército perto da capital, Washington, Trump disse que o espaço como "o mais novo campo de guerra do mundo".

"Em meio a graves ameaças à segurança nacional, a superioridade americana no espaço é absolutamente vital. Estamos liderando nesse campo, mas não o suficiente, mas em breve estaremos liderando por muito."

A liberação do financiamento foi confirmada na sexta-feira, quando o presidente americano assinou o orçamento militar anual, no valor de US$ 738 bilhões (cerca de R$ 3 trilhões). O lançamento da Força Espacial será financiado com US$ 40 milhões em seu primeiro ano.

O que a Força Espacial fará?

Esta unidade não pretende colocar tropas em órbita, mas proteger os ativos dos Estados Unidos, como as centenas de satélites usados para comunicação e vigilância.

Isso acontece num momento em que chefes militares americanos observam a China e a Rússia fazendo avanços nessa fronteira. O vice-presidente Mike Pence havia dito anteriormente que os dois países tinham lasers e mísseis antissatélite que seu país precisa combater.

"O ambiente espacial mudou fundamentalmente na última geração. O que antes era pacífico e não disputado agora está lotado e cheio de atrito", disse ele.

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Image caption 'O espaço antes era pacífico e não disputado, agora está lotado e cheio de atrito', disse o vice-presidente dos EUA

A trabalho da Força Espacial vai somar ao já realizado pelo Comando Espacial dos Estados Unidos (Spacecom, na sigla em inglês), criado em agosto para lidar com as operações espaciais das Forças Armadas americanas.

A secretária da Força Aérea, Barbara Barrett, disse que a Força Espacial terá cerca de 16 mil integrantes, entre membros da Força Aérea e civis, e será liderada pelo general Jay Raymond, que atualmente administra o Spacecom.

No início deste mês, o presidente russo, Vladimir Putin, sugeriu que a expansão americana no espaço representa uma ameaça aos interesses da Rússia e exige uma resposta.

"A liderança político-militar dos Estados Unidos considera abertamente o espaço como um teatro militar e planeja realizar operações lá", disse Putin.

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