Eleição em Israel: boca de urna indica vitória apertada de Netanyahu

Benjamin Netanyahu em evento

Crédito, AFP

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O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu está tentando um quinto mandato

*Texto atualizado pela última vez às 00h09 de 03/03/20

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, obteve uma estreita vantagem sobre seu rival Benny Gantz nas eleições gerais do país, segundo indicam pesquisas de boca de urna.

Realizada nesta segunda-feira (02/03), esta é a terceira eleição no país em menos de um ano — nos pleitos anteriores, nenhum dos líderes dos partidos com maior votação conseguiu formar uma coalizão para governar.

Pesquisas divulgadas pela imprensa local indicam que o Likud deve conquistar 36 ou 37 assentos; já a aliança centrista Azul e Branco, de Gantz, deve obter 32 ou 33 assentos.

Se as pesquisas estiverem certas, isso significa que, somados os votos dos partidos de sua coalizão de centro-direita, faltará ainda a Netanyahu um assento para comandar a maioria no Parlamento, que tem 120 assentos.

Os primeiros resultados oficiais devem ser divulgados nesta terça-feira, e vale lembrar que pesquisas de boca de urna no país já apresentaram imprecisões importantes em outras ocasiões.

Crédito, MENAHEM KAHANA/AFP

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Gantz não admitiu derrota, mas reconheceu que as pesquisas de boca de urna não parecem promissoras

Netanyahu, que lidera o partido de direita do Likud, está buscando um inédito quinto mandato. Ele é o líder que já ficou mais tempo no poder na história de Israel, primeiro de 1996 a 1999 e depois a partir de 2009.

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Nas redes sociais, ele se antecipou aos resultados oficiais e comemorou vitória no Twitter com uma foto falando de "uma grande vitória para Israel".

Mais tarde, ele escreveu: "Vencemos graças à crença em nosso caminho e graças ao povo de Israel".

O Likud disse em comunicado que Netanyahu conversou com líderes de outros partidos de direita e "concordou em formar um forte governo nacional em Israel em breve".

Gantz não admitiu a derrota imediatamente, mas reconheceu que as pesquisas de boca de urna não parecem promissoras.

"Compreendo e compartilho seus sentimentos (dos eleitores) de decepção e dor, pois esse não é o resultado que queríamos", disse ele.

No entanto, apesar da perspectiva de vitória de Netanyahu indicada pela boca de urna, os desafios para o primeiro-ministro israelense continuam de qualquer forma: daqui a duas semanas, ele irá ao tribunal responder a acusações de corrupção, as quais ele nega.

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