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Guerra no Iraque
17 de abril, 2003 - Publicado às 21h32 GMT
Questões não resolvidas da guerra no Iraque
O ministro da Informação de Saddam Hussein
O ministro da Informação de Saddam Hussein

A guerra no Iraque foi marcada por informações apressadas, mal-apuradas e não confirmadas.

Os dois lados em conflito consideraram a guerra de informação tão importante quanto a guerra nos campos de batalha.

Isso levou a muitos erros na mídia e muitas informações que até agora não foram elucidadas.

A BBC escolheu alguns dos pontos mais importantes que ainda precisam ser explicados.

Armas de destruição em massa e ligação com a Al-Qaeda

No dia 27 de março, o presidente George W. Bush diz que as forças americanas destruíram um campo do grupo Ansar al-Islam. A suposta ligação do regime de Saddam Hussein com a Al-Qaeda estava baseada justamente na atuação desse grupo.

Segundo os Estados Unidos: O chefe do Estado Maior das Forças Armadas, Richard Myers, diz: "Nós atacamos e agora fomos para o local em que a Al-Qaeda e a Ansar al-Islam produzem venenos. Achamos que veio de lá a ricina encontrada em Londres".

Outros relatos: Tablóides britânicos publicam que os americanos acharam no local armas de destruição em massa, o que justificaria a guerra, segundo um deles, o The Sun.

Segundo o mais recente relato dos Estados Unidos: No começo de abril, os americanos admitem que ainda não encontraram nenhuma arma de destruição em massa.

Donald Rumsfeld diz que essas armas ainda serão encontradas, próximas a Bagdá e Tikrit.

Explosões nos mercados

No dia 26 de março, uma explosão em um mercado em Bagdá mata pelo menos 14 pessoas. De acordo com correspondente da BBC, a instalação militar mais próxima fica a pelo menos 400 metros. A causa da explosão ainda não foi explicada.

Segundo o Iraque: O míssil foi lançado pela coalizão, que tentou atingir também os civis.

Segundo a coalizão: Os americanos dizem inicialmente que aviões atiraram contra nove mísseis e lançadores de mísseis iraquianos, que teriam sido colocados em áreas residenciais a menos de 100 metros de casas. No fim do dia, os americanos dizem que não atiraram contra o mercado e suspeitam que um dos mísseis iraquianos caiu no local.

Outros relatos: Correspondente da BBC diz que a teoria americana é improvável porque não se ouviu nenhum fogo antiaéreo na cidade em pelo menos quatro dias.

No dia 29 de março, uma outra explosão em um mercado no bairro de Shula, também em Bagdá, matou mais de 50 civis.

Segundo os Estados Unidos: O Comando Central dos EUA em Catar sugere que a explosão foi causada pelo Iraque.

O jornal americano The New York Times publica que o tamanho das crateras causadas pelas explosões é relativamente pequeno, portanto seria mais provável que tenha sido causada por um morteiro ou uma pequena bomba do que pelas grande bombas e mísseis americanos.

Outros relatos: O jornal britânico The Independent diz que o seu correspondente em Bagdá encontrou um pedaço da bomba que teria explodido no local com um número de série. De acordo com o jornal, o número mostra que a explosão foi causada por um míssil dos EUA fabricado no Texas pela Raytheon e vendido para a Marinha americana.

Segundo a Grã-Bretanha: O chanceler Jack Straw diz que é "cada vez mais provável" que a primeira bomba tenha sido lançada pelo Iraque. Geoff Hoon, da pasta da Defesa, diz que não há nenhuma prova de que as bombas tenham sido lançadas pela coalizão a não ser as fornecidas pela inteligência iraquiana. Ele diz que o local da primeira bomba foi "limpo" pelas autoridades iraquianas "para esconder a sua culpa".

Conclusão: Autoridades da coalizão ainda investigam o que ocorreu.

Mortes no posto de controle

No fim do dia 31 de março, tropas americanas atiram contra um furgão que não parou em um posto de controle. Sete mulheres e crianças iraquianas são mortas, segundo autoridades americanas.

Segundo a coalizão: Autoridades americanas dizem que o motorista do carro não parou depois de tiros de alerta contra o carro e o seu motor.

Os soldados atiraram contra os passageiros como último recurso. Soldados americanos estariam nervosos com um atentado suicida num posto de controle que deixou quatro mortos. O Pentágono diz que os soldados agiram de forma legítima.

Outros relatos: Um repórter que testemunhou a cena disse que dez pessoas morreram e que não houve tiros de alerta. O comandante do posto de controle teria reclamado com outro oficial que ele "não tinha dado tiros de alerta a tempo".

Os soldados americanos teriam oferecido ajuda financeira aos sobreviventes.

Bombas de fragmentação

Segundo o Iraque: Autoridades na capital iraquiana disseram que os americanos jogaram bombas de fragmentação (que se desintegram em várias bombas menores) em áreas civis do Iraque. As primeiras informações sobre essas bombas aparecem na mídia ocidental no dia 3 de abril.

Segundo a coalizão: As autoridades britânicas e americanas negaram veementemente o uso dessas armas. O porta-voz britânico diz que as bombas não foram usadas em Basra.

Segundo a Grã-Bretanha, mais tarde: Uma autoridade militar em Londres admite à BBC que as bombas foram usadas "em outros lugares". Ele disse que a bomba é eficiente contra comboios militares e foi apenas usada em lugares abertos. O secretário da Defesa Geoff Hoon defende o uso das armas.

Scuds

Segundo a coalizão: No primeiro dia da guerra, os porta-vozes militares dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha anunciaram que mísseis do tipo Scud tinham sido lançados contra o Iraque. O Iraque era proibido pela ONU (Organização das Nações Unidas) de possuir esses mísseis.

Explicação: Três dias depois, o gerenal americano Stanley McChristal disse que nenhum míssil Scud tinha sido lançado.

Tomada de Umm Qasr

Segundo a coalizão: A queda de Umm Qasr, cidade iraquiana próxima ao Kuwait, é anunciada várias vezes nos primeiros dias de guerra. O próprio secretário da Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, anuncia a tomada da cidade no dia 21 de março.

Outros relatos: Repórteres indicaram que ainda havia fortes combates na cidade nos dias 22 e 23 de março.

O levante de Basra

Segundo a coalizão: No início da noite do dia 25 de março, a inteligência britânica indica a existência de um levante contra o regime de Saddam na cidade, confirmado pelo comando militar britânico. O comando militar diz que o governo iraquiano está atirando contra seus próprios civis para conter o motim.

Outros relatos: No mesmo dia, a TV árabe Al-Jazeera diz que a cidade está calma e não há sinais de levante. O governo iraquiano diz que se trata de uma "alucinação".

Posteriormente, a coalizão: No dia seguinte, o oficial britânico Peter Wall diz que o levante é "uma indicação do que queremos", mas diz que não sabe o tamanho do motim.

Conclusão: Ainda não há nenhuma confirmação independente de que houve qualquer levante.

Clique aqui para ler mais sobre o pós-guerra no Iraque.
 
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Links externos:
Comando Central dos EUA (em inglês)
Ministério da Defesa britânico (em inglês)
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