A estressante rotina de alunos que passam 14 horas por dia estudando para 'Enem' coreano
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A estressante rotina de alunos que passam 14 horas por dia estudando para 'Enem' coreano

O "Enem" da Coreia do Sul é uma maratona de oito horas que paralisa o país. Para garantir o silêncio aos alunos que fazem a prova, lojas e bancos fecham, a bolsa de valores abre mais tarde, obras são interrompidas, aviões não decolam e os treinamentos militares cessam.

Exatamente às 8:40 do horário local nesta quinta-feira (21:40 de quarta, no horário de Brasília), mais de um milhão de estudantes começaram o exame para o qual se preparam durante a vida toda.

A prova, Suneung - uma abreviação de Teste de Habilidade Escolar em coreano -, não dita apenas se estudantes irão à universidade, mas pode afetar suas perspectivas de emprego, salário, onde vão viver e seus futuros relacionamentos.

Pais nervosos passam o dia em seu templo budista local ou na igreja, segurando fotos de seus filhos. Muitas cerimônias religiosas são propositalmente celebradas no mesmo horário dos exames.

A elaboração do exame é rodeada de mistério. Em setembro, cerca de 500 professores de todo o país são selecionados e levados para um local secreto na província montanhosa de Gangwon. Por um mês, seus telefones são confiscados e o contato com o mundo exterior é proibido.

Mas a prova causa um fardo à saúde mental dos estudantes. No mundo todo, suicídio é a segunda causa de morte entre pessoas jovens, mas na Coreia do Sul é a causa número um de morte de jovens entre 10 e 30 anos.

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