Manifestante é baleado por policial na 23a semana de protestos em Hong Kong
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Protestos em Hong Kong: Manifestante é baleado por policial na 23ª semana de protestos

Ao menos um manifestante foi baleado por um policial em Hong Kong nesta segunda-feira, 11. As imagens foram veiculadas ao vivo no Facebook, e mostram um policial sacando seu revólver enquanto tenta imobilizar um manifestante. Quando outro se aproxima, o policial atira nele, atingindo frontalmente. O policial disparou outros dois tiros, mas não houve feridos.

A polícia confirmou que um policial “disparou seu revólver de serviço” e um homem foi atingido. O homem ficou em estado crítico, foi internado em um hospital e submetido a um cirurgia, segundo um porta-voz da autoridade hospitalar.

Foi a terceira vez que um policial atingiu alguém com balas de verdade desde que os protestos em Hong Kong começaram, em junho deste ano.

Em outro episódio nesta segunda, um homem pró-Pequim foi incendiado depois de discutir com manifestantes. Ele também foi levado ao hospital e está em estado crítico.

Esta segunda-feira, 11, foi um dia de mais demonstrações violentas em Hong Kong, com policiais disparando balas de borracha e gás lacrimogêneo em manifestantes, inclusive no distrito financeiro no centro, algo raro durante as horas úteis do dia em dias de semana. A violência vem depois de um fim de semana de vigília e protestos depois da morte de um estudante de 22 anos na sexta. Alex Chow estava internado desde que caiu de um estacionamento durante uma operação policial uma semana atrás.

Os protestos em Hong Kong começaram em junho deste ano por conta de um projeto que autorizaria a extradição para a China continental. Críticos temiam que isso pudesse prejudicar a independência judicial e colocar dissidentes em perigos. Até 1997, Hong Kong era colônia britânica, mas depois foi devolvida à China sob um arranjo de “um país, dois sistemas”, que preserva certa autonomia em relação à China continental, e com a população tendo mais direitos.

O projeto de lei foi retirado em setembro, mas os protestos continuam e agora pedem democracia plena e uma investigação sobre as ações da polícia.

O enfrentamento entre ativistas e policiais ficou cada vez mais violento, com a polícia disparando balas de verdade e manifestantes atacando os policiais com coquetéis molotov.

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