Austrália

Enchentes na Austrália já afetam mais de 200 mil

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Casa submersa pela enchente em Bundaberg

Águas subiram vários metros em cidades do Estado de Queensland

As maiores enchentes na Austrália em cinco décadas já afetaram cerca de 200 mil pessoas no Estado de Queensland, no nordeste do país, segundo o governo local.

A primeira-ministra australiana, Julia Gillard, visitou nesta sexta-feira áreas afetadas e elogiou o “espírito de comunidade” das vítimas.

As enchentes, que atingem uma área maior que a França e a Alemanha juntas, obrigaram o fechamento de um porto e de minas na região.

As previsões do tempo são de uma pausa na chuvas nesta sexta-feira e no sábado, mas o nível da água continua subindo em muitos rios do Estado.

As autoridades locais advertiram sobre os possíveis danos provocados pelas águas nas construções, nas plantações e nas criações de animais.

O custo dos trabalhos de resgate e de recuperação após as enchentes deve ficar na casa dos bilhões de dólares.

“Esta é sem dúvida uma tragédia em escala sem precedentes”, afirmou a primeira-ministra do Estado de Queensland, Anna Bligh.

“Temos agora três grandes sistemas fluviais transbordados; temos 17 centros de evacuação de desabrigados; mais de mil pessoas abrigadas nesses centros e muitas outras milhares de pessoas abrigadas com parentes ou amigos”, disse.

Cidade dividida

A primeira parada da visita da premiê australiana foi na cidade de Bundaberg, dividida em duas pelas cheias do rio Burnett.

Gillard se encontrou com desabrigados e com voluntários. “Apesar da devastação provocada por essas enchentes, estamos vendo uma resposta magnífica por todos os níveis do governo e pelo pessoal de emergência”, afirmou.

“O sentimento maior é de resistência e de cuidado e preocupação com os vizinhos. É o sentimento de comunidade unida, aquele sentimento australiano de que quando a situação é difícil, trabalhamos juntos e nos ajudamos uns aos outros”, disse a premiê.

Gillard esperava também visitar a cidade de Emerald, onde as águas subiram 16 metros e onde mais de 1.200 dos cerca de 11 mil moradores ficaram desabrigados.

Mas a gravidade da situação impediu a visita, e a premiê teve que apenas sobrevoar a região de helicóptero.

Duas outras cidades menores da região, Theodore e Condamine, foram completamente evacuadas.

Mais ao norte, em Rockhampton, os moradores se preparam para a chegada das águas, com a previsão de que a cidade pode ficar isolada no fim de semana.

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