Oriente médio

Protestos tomam as ruas da Síria

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Pelo menos seis manifestantes foram mortos por forças de segurança sírias em protestos contra o governo do país nesta sexta-feira, disseram ativistas de oposição.

Os protestos do que os oposicionistas chamaram de “dia de desafio” tiveram início em várias cidades, apesar da presença em grande número das forças de segurança.

No oeste do país, cinco pessoas teriam sido mortas na cidade de Homs, a terceira maior da Síria, e uma na cidade de Hama.

Na capital, Damasco, e na cidade de Tal, testemunhas dizem que forças de segurança responderam com balas a protestos.

Em outro desdobramento, ativistas de oposição disseram que um importante líder dissidente, Riyad Sayf - que permaneceu anos preso desde o início da presidência de Bashar Al-Assad, em 2000 -, voltou a ser detido.

O governo sírio vem proibindo a entrada de jornalistas no país, dificultando a apuração dos fatos de forma independente.

Deraa

Damasco

Testemunhas afirmam que a polícia teria aberto fogo em alguns locais

Tanques e tropas deixaram a cidade de Deraa, no sul do país, onde grupos de defesa dos direitos humanos disseram eles conduziram um “massacre” por dez dias.

Deraa foi onde começaram os protestos contra o governo na Síria, em março. No início do mês, o governo enviou tanques para a cidade.

Leia mais na BBC Brasil: Tanques sírios seguem para Homs depois de cerco a Deraa

O Centro para Direitos Humanos de Damasco disse que atiradores de elite e homens com metralhadoras dispararam indiscriminadamente contra civis desarmados. Vídeos amadores recentes mostraram dezenas de manifestantes sendo baleados e sangrando pelas ruas.

Uma equipe da Cruz Vermelha chegou a cidade levando suprimentos médicos e ajuda humanitárias dizendo que a cidade “é nossa prioridade por ter sido a mais atingida pela violência atual”.

O governo americano classificou de “bárbaras”as medidas tomadas pelo governo sírio em Deraa.

Mas Damasco afirmou estar agindo contra “elementos de grupos terroristas (...) para restaurar a segurança, paz e estabilidade”.

Centenas de famílias também estariam fugindo da cidade costeira de Baniyas, temendo o tipo de repressão violenta ocorrida em Deraa.

“Parece que estão preparando um ataque como o feito em Deraa”, disse um ativista à agência AFP.

Mais de 500 pessoas teriam morrido nas sete semanas de protestos contra o governo na Síria. Pelo menos 2,5 mil pessoas teriam sido presas.

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