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30 de agosto, 2001 - Publicado às 15h44 GMT

Principais momentos históricos da Iugoslávia


2001

3 de julho - Slobodan Milosevic é formalmente indiciado, perante o tribunal criminal para crimes de guerra na antiga Iugoslávia, na capital holandesa, Haia, por crimes contra a humanidade.

29 de junho - Primeiro-Ministro da Iugoslávia, Zoran Zizic, renuncia em protesto contra a extradição de Milosevic para Haia.

28 de junho - Milosevic é extraditado para Haia.

Maio - O presidente americano, George W. Bush, diz que a Iugoslávia tem que entregar Milosevic para receber ajuda financeira dos Estados Unidos.

Abril - Milosevic é cercado em sua casa, na madrugada do dia primeiro. Depois de muita negociação, ele é preso e levado para a principal cadeia de Belgrado e indiciado por malversação de verbas e abuso de poder. Promotores iugoslavos dizem que outras acusações poderão ser formalizadas.

Janeiro - Iugoslávia e Albânia reatam laços diplomáticos, suspensos desde o conflito em Kosovo, em 1999. Ex-presidente Milosevic passa a ser vigiado pela polícia, 24 horas por dia.

2000

Dezembro - Aliança reformista na Sérvia garante vitória esmagadora nas eleições parlamentares, derrotando o Partido Socialista de Milosevic.

Kostunica encerra a era Milosevic

17 de novembro - Presidente Vonjislav Kostunica pede a revisão de todos os julgamentos e indiciamentos de pessoas em Kosovo que não sejam de origem étnica albanesa.

16 de novembro - Iugoslávia busca reatar relações com os Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Alemanha.

15 de novembro - Kostunica declara, no Parlamento Europeu, que a Iugoslávia gostaria de integrar a União Européia "o mais rápido possível".

9 de novembro
- Kostunica fala no Conselho da Europa.

8 de novembro - Iugoslávia volta a integrar a Organização para Segurança e Cooperação na Europa, a OSCE.

1º de novembro - Iugoslávia volta a integrar as Nações Unidas.

24 de outubro - Ao contrário de Milosevic, Kostunica admite que o exército e a polícia da Sérvia foram responsáveis por assassinatos em larga escala em Kosovo durante a crise de 1999.

Revolta

14 de outubro
- Kostunica rejeita cooperação imediata com o tribunal em Haia. Argumenta que a prioridade é reconstruir o país.

12 de outubro - Kostunica diz que cabe a Montenegro decidir se continua ou não como república da Iugoslávia.

11 de outubro - Kostunica envia representantes para a capital da Croácia, Zagreb, na tentativa de retomar o relacionamento com o país vizinho com o qual a Iugoslávia travou uma guerra.

6 de outubro - A Rússia reconhece Kostunica como o novo presidente da Iugoslávia.

5 de outubro
- Milhares de pessoas se concentram em Belgrado, tomando o parlamento e o prédio da televisão estatal. Da sacada da prefeitura de Belgrado, Kostunica se dirige a uma multidão de cerca de 500 mil pessoas. Ele diz que a Sérvia fora liberada.

Povo invade o parlamento em Belgrado

4 de outubro - Polícia ataca o complexo de mineração de carvão de Kolubara, onde os mineiros estavam em greve. Kostunica vai a Kolubara e é recebido como herói. Greve geral atinge todo o país. Tribunal Constitucional da Iugoslávia decide anular o resultado das eleições que provocaram os protestos e determina que Milosevic continue no poder até o final do mandato, no final do ano.

Eleições


2 de outubro - Greve geral. Milosevic se mantém irredutível.

27 de setembro
- Milhares de pessoas vão às ruas para exigir a renúncia de Milosevic.

26 de setembro - Comissão Eleitoral Federal determina a realização de um segundo turno por considerar que nenhum dos candidatos teria conquistado a maioria necessária.

25 de setembro - A oposição declara vitória. Kostunica se declara "o presidente do povo".

24 de setembro - Eleições presidenciais. Milosevic proíbe a presença de equipes de monitoramento do exterior. Suspeita-se de fraude à favor do presidente.

Milosevic se recusou a aceitar a derrota

Julho - Parlamento altera legislação, criando o voto direto para as eleições presidenciais. Até então, o presidente da Iugoslávia era eleito pelo parlamento. Mudança permite que Milosevic tente a reeleição, o que não poderia fazer se o sistema antigo continuasse em vigor.

Fevereiro - Aumento de ataques contra a minoria sérvia em Kosovo leva a um aumento das tropas da OTAN na província, com o contigente chegando a 50 mil soldados.

1999

Junho - Tropas da OTAN entram em Kosovo depois de um acordo com o governo de Milosevic que pôs fim a 78 dias de ofensiva militar aérea contra alvos na província e na Sérvia. Governo provisório, sob tutela da ONU, é criado Kosovo. A maioria dos soldados do exército iugoslavo deixa a província. Ao mesmo tempo, refugiados de origem albanesa iniciam retorno ao território, enquanto cerca de 200 mil sérvios fogem para a Sérvia por temerem represálias.

24 de março - Fracassadas as negociações, OTAN inicia operação militar contra Iugoslávia para conter violência contra os moradores de Kosovo de etnia albanesa. Ofensiva começa com ataques a alvos militares, mas estratégia amplia área de ação para incluir estúdios de televisão, pontes, fábricas e o sistema de eletricidade da Sérvia.

Fevereiro
- Fracassa a rodada intensiva de negociações em Rambouillet, na França, entre sérvios, líderes da comunidade albanesa em Kosovo e representantes das principais potências mundiais.

1998 - Tensão entre separatistas de origem albanesa e o regime de Milosevic aumenta durante o ano. Guerrilheiros do Exército de Libertação de Kosovo intensificam ataques e passam a controlar partes da província. Há evidências de atrocidades por parte do exército iugoslavo. Milosevic decreta cessar-fogo em dezembro, mas a violência continua.

Kosovo passa a ser adminstrado pela ONU

1997 - Milosevic se elege presidente da Iugoslávia, após exercer a presidência da Sérvia.

1996 - Oposição vence eleições municipais nas principais cidades do país, mas o governo anula o pleito alegando fraude. Decisão gera protestos por três meses, principalmente na capital, Belgrado. Governo recua e aceita vitória da oposição em várias cidades, incluindo Belgrado. Em Haia, na Holanda, entra em operação o Tribunal Internacional Criminal para a Ex-Iugoslávia, responsável pelo julgamento de pessoas acusadas de crimes de guerra nos Bálcãs. Entre os indiciados estão o líder dos sérvios da Bósnia, Radovan Karadjic, e seu comandante, Ratko Mladic. O governo da Iugoslávia se opõe à atuação do tribunal. O mesmo tribunal iria, em 2001, indiciar Milosevic por crimes contra a humanidade.

1995 - Acordo de Paz de Dayton sela estrutura de governo na Bósnia-Herzegovina, onde sérvios, croatas e muçulmanos estavam envolvidos em uma sangrenta guerra civil. Acordo garante uma região autônoma para os sérvios na república, que sempre contaram com o apoio do regime de Milosevic durante o conflito.

1992

Dezembro - Milosevic é eleito presidente da Sérvia e, na prática, líder da Iugoslávia.

Maio - Partido Socialista de Milosevic conquista a maioria das cadeiras no parlamento da Sérvia.

Abril - O país passa a ter o nome oficial de República Federal da Iugoslávia, formado apenas pela Sérvia (incluindo as províncias de Kosovo e Voivodina) e por Montenegro. Selando, oficialmente, o fim da Iugoslávia criada por Tito em 1945.

Março - Bósnia-Herzegóvina proclama autonomia depois de plebiscito boicotado pelos sérvios da república. Proclamação dá início à guerra civil entre muçulmanos, croatas e sérvios.

1991

Setembro - País entra em guerra contra a Croácia e chega a ocupar um terço do território croata. Macedônia também declara independência. Depois, Montenegro decide continuar fazendo parte da Iugoslávia.

Junho - Plebiscito aprova a independência da Croácia e da Eslovênia. Exército iugoslavo invade a Eslovênia, mas recua logo, devido à pressão da Comunidade Européia.

1990 - Queda dos regimes comunistas no Leste Europeu inflama processo de reforma na Iugoslávia e crescimento de movimentos nacionalistas nas repúblicas que formam o país.

1989 - Milosevic é eleito presidente da Sérvia. Entre as medidas de seu governo, determina o fim da autonomia da província de Kosovo. Milosevic também rejeita proposta de croatas e eslovenos de transformação da Iugoslávia em uma confederação de países independentes, como forma de conter o nacionalismo sérvio.

1987 - Milosevic assume o comando do Partido Comunista Sérvio.

1980 - Morre o marechal Tito - líder da resistência comunista durante a Segunda Guerra Mundial e criador e dirigente da Iugoslávia no pós-guerra. Sua morte abre caminho para a ressurgência do nacionalismo entre as repúblicas da Iugoslávia.

1956 - Tito reata laços com a União Soviética, mas mantém linha independente.

1948 - Tito rompe com a União Soviética e se aproxima dos Estados Unidos, marcando sua linha independente de comunismo, que incluía propriedades privadas nas zonas rurais e sistemas de autogestão em fábricas.

1945 - Josip Broz - conhecido como Marechal Tito - forma a Iugoslávia moderna, composta das repúblicas da Sérvia, Croácia, Eslovênia, Montenegro, Bósnia-Herzegóvina e Macedônia. Nos anos 60, Tito daria autonomia às províncias sérvias de Kosovo e Voivodina.

1944 - Guerrilheiros expulsam os soldados nazistas que ocuparam a região desde 1941. Os dois movimentos de resistência mais fortes - os monarquistas e os comunistas - começam a lutar entre si. Os comunistas, liderados por Tito, saem vitoriosos, e fuzilam milhares de monarquistas e partidários do nazismo.

1941 - Regente Paulo é deposto em um golpe de Estado e substituído por Pedro II. Alemanha invade a Iugoslávia. Croácia forma um país independente aliado aos nazistas. Sérvios na Croácia são massacrados.

1934 - Alexandre I é assassinado.

1929 - Rei Alexandre I instaura ditadura sob o pretexto de ter que controlar as tensões nacionalistas na Iugoslávia. A Iugoslávia é formalmente criada, reunindo o que, no final da Primeira Guerra Mundial, passou a ser chamado de Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos. Reino inclui sete povos, diversas minorias étnicas, três religiões (ortodoxa, católica e islamismo) e dois alfabetos (cirílico e latino). O termo "Iugoslávia" quer dizer "terra dos eslavos do sul".

1914 - Herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, que controlava a Bósnia-Herzegóvina, é assassinado por nacionalista sérvio na capital, Sarajevo. As conseqüências políticas da morte de Franz Ferdinand levam à Primeira Guerra Mundial.

1912 - Tropas de Montenegro invadem o território do Império Turco-Otomano - com a Sérvia, a Grécia e a Bulgária se juntando a Montenegro. A ação leva ao fim do controle turco sobre Kosovo, Macedônia e Albânia. Depois, os sérvios se rebelam contra a Bulgária e ocupam Kosovo e Macedônia. A Albânia declara independência.

1878 - Tratado de Berlim consolida as alterações políticas e geográficas na região, com a formação de três países independentes: Sérvia, Montenegro e Romênia. O principado da Bulgária foi criado, enquanto a Eslovênia e a Croácia continuaram sob controle do Império Austro-Húngaro. Viena também passou a dominar a Bósnia-Herzegóvina.

Século 19 - Impérios Austro-Húngaro e Turco-Otomano dominam a região.

1389 - A Sérvia é anexada pelo Império Turco-Otomano. O termo "Bálcãs" significa "montanha" em turco.

Século 11 - Sérvia constitui um reino independente, depois de séculos de domínio do Império Romano e, depois, do Império Bizantino.




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