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15 de julho, 2001 - Publicado às 16h40 GMT

Rússia critica duramente teste de míssil feito pelos EUA
Putin e Zemin unidos contra projeto americano
Putin e Zemin unidos contra projeto americano

O governo do presidente Vladimir Putin fez duras críticas ao teste que os Estados Unidos realizaram neste sábado, como parte do desenvolvimento da tecnologia para um escudo de proteção contra mísseis intercontinentais.

Um foguete interceptador, lançado de um atol numa região remota do oceano Pacífico, conseguiu acertar uma ogiva nuclear simulada, lançada da Califórnia - quase 240 km ao norte do oceano.

A Rússia disse que este tipo de teste pode colocar em risco todos os acordos nucleares já assinados.

Ambientalistas também criticaram o teste, dizendo que pode haver uma retomada da corrida armamentista no mundo.

Um sucesso

O teste de sábado foi o primeiro do sistema "acertar para matar" desde que o presidente americano, George W. Bush, assumiu a presidência. Outras três experiências do gênero já tinham sido feitas - duas fracassaram e a terceira foi parcialmente bem sucedida.

O teste faz parte do sistema de defesa anti-mísseis que Bush quer desenvolver e que vem sendo criticado pela Rússia e pela China.

Falando no Pentágono - o Departamento de Defesa dos EUA - o general Ronald Kadish afirmou: "Nós achamos que o teste foi um sucesso em todos os aspectos".

Mas ele adiantou que vão ser necessários cerca de dois meses para uma análise mais detalhada dos resultados do teste.

Ameaça

Um comunicado divulgado pela Rússia afirma que o teste é uma grande ameaça à estabilidade mundial.

"Uma questão lógica que se coloca é por que levar as coisas a ponto de ameaçar toda a estrutura internacional de desarmamento nuclear e a não-proliferação, inclusive o Tratado Anti-Balístico de 1972?", questiona o comunicado.

O correspondente da BBC em Moscou, Stephen Dalziel, diz que pode ser que os líderes da Rússia e da China assinem um comunicado conjunto enumerando suas objeções ao projeto americano do escudo anti-mísseis durante a visita de quatro dias que o presidente chinês, Jiang Zemin, está fazendo à Rússia.

Zemin desembarcou em Moscou neste domingo.

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