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02 de setembro, 2001 - Publicado às 16h17 GMT

Morre Christiaan Barnard, pioneiro dos transplantes de coração
Barnard fez o primeiro transplante em 1967
Barnard fez o primeiro transplante em 1967

O médico sul-africano, Christiaan Barnard, morreu neste domingo num hotel no Chipre, onde passava férias.

O doutor Barnard entrou para a história em 1967 por ter realizado o primeiro transplante de coração em um ser humano. A operação pioneira foi realizada no hospital Groote Schuur, da Cidade do Cabo, África do Sul.

Christiaan Barnard, de 78 anos, passou mal no hotel onde se hospedava, na cidade balneária de Paphos. A esposa do médico pediu socorro e Barnard foi levado ao Hospital Estadual de Paphos, onde já chegou morto.

O ministro da Saúde do Chipre, Frixos Savvides, disse que, provavelmente, o doutor Christiaan Barnard morreu de um ataque cardíaco: "O doutor Christiaan Barnard faleceu esta manhã...a causa da morte ainda não é conhecida mas há evidências de que ele tenha sido vítima de um ataque cardíaco", disse o ministro cipriota.

Morte natural

O ministro acrescentou que "o doutor Barnard não teve uma morte violenta, nem morreu em conseqüência de um acidente. A morte não está sendo tratada como suspeita."

Christiaan Barnard, filho de um pastor religioso, foi criado em Beaufort West, uma pequena cidade de Karoo, a região semi-árida da África do Sul.

Ele estudou Medicina na Universidade de Minnesota, Minneapolis, Estados Unidos. Posteriormente, ele deixou de ser cirurgião-geral para se especializar em cardiologia, passando a realizar cirurgias do pulmão e do coração.

Em 1967, o doutor Barnard realizou o primeiro transplante de coração em um ser humano. O paciente, o dentista Louis Washkansky, de 53 anos, sobreviveu 18 dias antes de sucumbir ao processo de rejeição do novo órgão.

Antes de realizar o transplante em Louis Washkansky, o doutor Christiaan Barnard passou vários anos desenvolvendo a técnica fazendo vários transplantes em animais, principalmente em cachorros.

Pouca chance

Louis Washkansky era diabético e sofria de uma doença cardíaca incurável. Sua morte era inevitável e só um transplante poderia salvá-lo. Ele tinha 80% de chance de sobreviver à operação.

Ao comentar o caso, o doutor Barnard disse à época: "Não é difícil tomar a decisão quando se está morrendo. Ele não tinha outra alternativa."

O médico acrescentou: "Se ao tentar fugir da perseguição de um leão você acaba encurralado entre o leão e um rio repleto de crocodilos, você não hesita e pula no rio certo de que pelo menos tem alguma chance de nadar até a outra margem. Mas é claro que não faria isso se não existisse o leão."

Artrite

O doutor Barnard teve que parar de operar em 1983 porque sofria de artrite reumática.

Mais tarde em sua carreira, o doutor Barnard passou a se dedicar à pesquisa de como retardar o processo do envelhecimento.

Nos últimos anos Christiaan Barnard passou dando conferências em vários países e dividia seu tempo entre a Europa e sua fazenda na província do Cabo, em seu país natal.

Ele se descrevia como um homem que queria obter resultados daquilo a que se dedicava.

Ele ia freqüentemente à ilha do Chipre. Ele deixa quatro filhos.

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