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21 de setembro, 2001 - Publicado às 17h48 GMT

Empresas aéreas já enfrentavam crise antes de atentados
Passagens aéreas podem ficar mais caras
Passagens aéreas podem ficar mais caras

Os atentados contra o World Trade Center e o Pentágono agravaram uma crise que já vinha sendo enfrentada pelas empresas aéreas, segundo especialistas no setor.

"Elas já estavam mal das pernas. A United Airlines e a American Airlines já tinham dificuldades em conseguir empréstimos", disse Augusto Cattoni, professor da Universidade McGill, no Canadá, e especialista no setor.

"Os aviões seqüestrados transportavam apenas 30% dos passageiros que poderiam levar. Antes, o grau de ocupação nessas rotas superava 70%", completou Flávio Kauffman, da consultoria Flight Plan.

Para Kauffman, apesar da queda no número de passageiros, os gastos com segurança nos aeroportos e um possível aumento nos preços dos combustíveis podem elevar os preços das passagens aéreas.

Supercapacidade

"Tudo vai depender do comportamento dos passageiros. Se não voltarem a viajar de avião, os preços não sobem, mas a tendência é de alta", prevê Kauffman.

Os dois especialistas participaram de um debate sobre a crise no setor no programa De Olho no Mundo, co-produção entre a BBC e a Rádio Eldorado AM de São Paulo.

Segundo Cattoni, os problemas também foram causados pela supercapacidade dos aviões.

"Havia muita oferta de lugares, e com a desaceleração da economia, o número de passageiros caiu muito", explica Cattoni.

Brasil

Para Flávio Kauffman, as empresas brasileiras vão ser prejudicadas e beneficiadas ao mesmo tempo com a crise.

"Por um lado, todas vão ser afetadas pelo aumento nos custos dos aeroportos e pela alta do dólar", disse.

"Mas a Varig, por exemplo, pode se beneficiar de um efeito observado em crises anteriores: a tendência dos passageiros de buscar marcas mais tradicionais em épocas de crise", disse.

Para ele, um outro efeito positivo seria a migração de passageiros das empresas americanas para as brasileiras.

"Hoje, as empresas brasileiras transportam apenas 40% do volume de passageiros entre Brasil e os Estados Unidos", disse.

Além disso, os Estados Unidos proibiram, depois dos atentados, o transporte de carga em vôos de passageiros.

"A medida vai beneficiar empresas que operam aeronaves cargueiras, sobretudo no setor de carga expressa, que é o caso da Varig", disse Kauffman.

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