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22 de novembro, 2001 - Publicado às 15h42 GMT
Hartt: no coração do Brasil



Hoje, Charles Frederick Hartt seria considerado um espião, mas no século 19, ele conquistou Dom Pedro II e foi fundo no coração do Brasil.

Hartt, um canadense naturalizado americano, estudou ciências em Harvard e em 1865 foi para o Brasil, pela primeira vez, na famosa expedição Thayer.

Naquela viagem, passou 15 meses no Brasil. Voltou outras quatro e na última, em 1874, para uma estada programada de cinco anos. O objetivo era implantar e dirigir, a convite do imperador, a Comissão Geológica do Império. Em 1878, antes que o trabalho terminasse, pegou uma febre amarela e morreu em 48 horas.

Tinha apenas 38 anos e morreu sozinho. A mulher nao agüentou os períodos de solidão, os mosquitos, doenças e desconfortos do Rio. Voltou com os filhos para Bufalo, nos Estados Unidos.

Sobre o Brasil, Hartt deixou cinco livros, ensaios, anotações e um vocabulário da língua tupi.

Por que este homem e seu vasto trabalho permaneceram desconhecidos até agora? Porque Hartt apostou no cavalo errado. Ele era discípulo de Louis Agassiz que defendia teorias criacionistas. Desafiava Darwin.

Quando o evolucionismo prevaleceu Agassiz e sua turma, inclusive Hartt, foram engavetados. Hartt percebeu e admitiu seu erro mas já era tarde.

Agora Hartt foi desengavetado, graças em grande parte ao professor Marcus de Freitas da Universidade Federal de Minas. Esta semana ele está publicando pela editora Metalivros um precioso livro "Hartt: Expedições pelo Brasil Imperial".

Escrito em português e inglês, o livro tem 230 páginas e 180 ilustrações, quase todas inéditas, muitas do próprio Hartt, um meticuloso desenhista.

O trabalho do professor Marcus de Freitas corrige uma injustiça com um homem e seu trabalho e desfaz a noção que os americanos só passaram a ter interesse científico no Brasil depois do século 20.

Se Orville Derby, discípulo de Hartt é festejado como o pai da geologia brasileira, Hartt, com muito atraso e nossos pedidos de desculpas, certamente é o avô.



 clique aqui para ouvir esta coluna de Lucas Mendes
 
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