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12 de março, 2002 - Publicado às 18h07 GMT
Garrincha, o anjo das pernas tortas
A seleção de 62. Garrincha é o 2º agachado à esq.
A seleção de 62. Garrincha é o 2º agachado à esq.

Garrincha dispensa apresentações. Para muitos, foi o melhor ponta-direita da história do futebol.

Entre seus incontáveis fãs, está Pelé. "Sem Garrincha, eu nunca teria sido tricampeão", já disse ele.

Também Zagallo, companheiro de equipe em 1958 e 1962, não lhe poupa elogios. "Ninguém mais será capaz de driblar como ele", previu o ex-técnico da seleção.

Eram justamente os dribles desconcertantes de Garrincha que chamaram a atenção do mundo nas Copas de 1958 e 1962. Dribles feitos com suas pernas tortas – resultado da pólio que o atingira na infância.

Carreira

Por causa da doença, os médicos acharam que ele nunca seria capaz de andar direito. Erraram. Uma cirurgia corrigiu o problema.

Mané Garrincha, ou Manuel Francisco dos Santos, nasceu em Pau Grande (RJ).

Após tentar a sorte e ser rejeitado no Vasco e no São Cristóvão – por causa de suas pernas tortas e de um desvio na coluna – foi treinar no Botafogo.


Sem Garrincha, eu nunca teria sido tricampeão
Pelé
Fez sua estréia internacional em 1957, mas ficou fora dos dois primeiros jogos do Brasil na Copa de 1958, na Suécia.

Na terceira partida, finalmente entrou em campo, depois de um grupo de jogadores ter pedido ao técnico Vicente Feola que o incluísse no time titular.

Feola não se arrependeu. Em seu primeiro jogo do Mundial, seus passes criaram os gols que deram ao Brasil a vitória de 2 a 0 sobre a Rússia.

Também foram criadas por ele as jogadas de dois dos gols que renderam o título de 1958 à seleção, na vitória de 5 a 2 sobre a Suécia.

Copa do Chile

O Brasil nunca perdeu com Garrincha e Pelé.

Mas foi sem Pelé que o "anjo das pernas tortas" mais se destacou.

Na Copa de 1962, com a contusão que afastou Pelé depois do segundo jogo, Garrincha foi a sensação do torneio.

Seus dribles fantásticos e cruzamentos perfeitos ajudaram o Brasil a conquistar o bicampeonato no Chile

Garrincha criou as jogadas que deram a vitória de 2 a 1 sobre a Espanha.

Nas quartas-de-final, marcou dois na vitória de 3 a 1 sobre a Inglaterra.

Com mais dois gols de Garrincha, o Brasil venceu o Chile por 4 a 2 nas semifinais.

Mas antes da partida terminar, o ponta-direita foi expulso.

A seleção recorreu da expulsão e na final ele estava de volta em campo para enfrentar a Tchecoslováquia. Resultado: 3 a 0 para o Brasil.

Decadência

No ano seguinte, Garrincha teve de operar o joelho. Nunca mais foi o mesmo.

O ano de 1963 também foi turbulento fora de campo: Garrincha deixou a mulher e os oito filhos para se casar com a cantora Elza Soares.

Três anos depois, o craque se despediu da seleção brasileira, com 60 jogos no currículo.

Sua única derrota pelo Brasil foi em sua última partida, pela Copa de 1966, na Inglaterra. A seleção perdeu da Hungria de 3 a 1 e foi obrigada a voltar para casa mais cedo.

Mais tarde, chegou a jogar pelo Corinthians, Flamengo, Olaria e o Red Star, da França. Mas, além do joelho, outro problema afetava seu desempenho: o alcoolismo, que lhe rendeu uma cirrose.

O jogador morreu pobre, num hospital, em decorrência de problemas causados pelo álcool, em janeiro de 1983. Tinha apenas 49 anos.

Maradona

O nome de Garrincha voltou à tona há dois anos, quando Maradona acusou Pelé de não ter ajudado o ex-companheiro de equipe.

"Eu gostaria de ter visto Pelé ajudando Garrincha e não o deixando morrer na miséria", escreveu ele sua biografia.

No Brasil, Garrincha também foi muito lembrado em 1998, com o lançamento de A Estrela Solitária, a badalada biografia escrita por Ruy Castro.

As filhas do jogador foram à Justiça na tentativa de barrar o livro. Motivo: Garrincha é retratado como amante incansável e bem-dotado.

Mas o juiz João Wehibi Dib pôs fim ao processo. Seu argumento: ter um pênis grande é motivo de orgulho no Brasil.

Veja as galeria de fotos das Copas de 54 a 62 e 1966

 
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