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13 de abril, 2002 - Publicado às 22h00 GMT
Carmona promete retorno à democracia na Venezuela
Presença policial é forte nas ruas da Venezuela
Presença policial é forte nas ruas da Venezuela

O novo presidente interino da Venezuela, Pedro Carmona, prometeu o retorno do país à democracia, depois que Hugo Chávez deixou a presidência.

O novo governo prometeu realizar eleições presidenciais dentro de um ano, mas líderes da América Latina ainda estão avaliando a situação.

Apesar de não expressarem apoio ao ex-presidente Chávez, os líderes latino-americanos que participam de um encontro do Grupo do Rio, na Costa Rica, condenaram a "interrupção da ordem constitucional na Venezuela".

O presidente da Argentina, Eduardo Duhalde, qualificou a destituição de Hugo Chávez e sua substituição por uma junta cívico-militar como "golpe de Estado".

'Má notícia'

"Não é uma boa notícia para a América que os golpes militares novamente derrubem governos eleitos democraticamente", disse Duhalde em uma edição especial de seu programa semanal de rádio, Conversas com o Presidente.

Pressionado pelas Forças Armadas, o venezuelano Hugo Chávez foi obrigado a deixar a Presidência depois da morte de pelo menos 13 manifestantes em protestos contra o governo, na quinta-feira à noite.

Após tomar posse na sexta-feira, Pedro Carmona, um ex-executivo do setor petroleiro, revogou uma série de leis econômicas consideradas polêmicas e dissolveu a Suprema Corte e a Assembléia Nacional.

Carmona afirmou que a "era do caudilhismo e do messianismo acabou".

O novo presidente também descartou a possibilidade de se candidatar nas próximas eleições presidenciais e afirmou que os parlamentares a serem eleitos em dezembro próximo terão poder para reformar a Constituição.

Cuba, um velho aliado de Hugo Chávez, expressou preocupação pelo destino do ex-presidente venezuelano.

Inicialmente, Chávez foi detido na base militar de Fuerte Tiuna, em Caracas, mas a TV cubana transmitiu uma entrevista com Maria Gabriela Chávez, filha do ex-presidente, na qual ela afirma que ele foi transferido para um local desconhecido.

O exército também rejeitou o pedido de Chávez para se exilar em Cuba. O general Roman Fuemayor disse que "ele tem que permanecer no país para assumir a responsabilidade de seus atos".

Versões

Líderes militares disseram que Chávez foi convencido a renunciar à presidência depois de ter ordenado que tropas atirassem contra uma multidão de mais de 150 mil manifestantes. Pelo menos 13 pessoas morreram e mais de 240 ficaram feridas.

Mas a filha de Chávez insiste que ele foi vítima de um golpe.

"É mentira, é tudo mentira", disse Maria Gabriela Chávez. "Ele disse que nunca renunciou, que um grupo de militares o levou e ele agora está preso, incomunicável".

O promotor-geral da Venezuela, Isaías Rodríguez - que foi afastado do cargo por Carmona - disse que, legalmente, Chávez ainda é o presidente do país.

Segundo ele, não foram cumpridas as formalidades previstas para a sucessão presidencial e no processo foram violadas as normas democráticas nacionais e internacionais mais elementares.

Rodríguez disse que a Assembléia deveria ter se reunido, tomado conhecimento da renúncia de Chávez e depois empossado o vice-presidente. Caso o vice-presidente não pudesse assumir o poder, a presidência deveria ser passada ao chefe do poder Legislativo.

Rodríguez também disse que Chávez foi preso ilegalmente e está incomunicável.

Popularidade

Chávez venceu as eleições presidenciais de 1998 com imensa maioria, seis anos depois de ter liderado uma tentativa de golpe, enquanto ainda era um oficial militar.

Depois da crise dos últimos dias, a produção e distribuição de petróleo está voltando ao normal no país, com o fim da greve geral.

Aparentemente, as funções legislativas na Venezuela vão ser assumidas por um "Conselho Consultivo" formado por 35 integrantes, representando os setores mais importantes da sociedade.

A Petróleos de Venezuela S.A. suspendeu todas as exportações de petróleo para Cuba em protesto contra o apoio de Havana a Chávez, que concordou em vender petróleo para a ilha por uma tarifa mais baixa.
 
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