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06 de setembro, 2002 - Publicado às 12h04 GMT
Investigações dos EUA identificam novos suspeitos
Ataques derrubaram as torres do World Trade Center
Ataques derrubaram as torres do World Trade Center

As autoridades americanas detiveram mais de 1.100 pessoas durante as investigações sobre os atentados de 11 de setembro.

Pouco foi revelado sobre o motivo das detenções e a identidade dos envolvidos, com exceção do fato de que a grande maioria deles vem do Oriente Médio.

Desde os ataques nos Estados Unidos, não pára de crescer a lista de supostas organizações terroristas, cujos integrantes ou colaboradores têm acesso proibido aos Estados Unidos.

Entre eles estão organizações de ajuda humanitária e empresas do setor alimentício, acusadas de colaborar com o caixa da Al-Qaeda.

Lista

Não precisa muito para alguém integrar a lista dos suspeitos. Um nome saudita ou um histórico de grandes transferências de dinheiro envolvendo países do Oriente Médio podem ser suficientes para causar desconfiança entre as autoridades americanas.

Outras vezes, porém, as evidências são mais consistentes. É o que ocorre com alguns dos principais procurados pelo governo americano: Zacarias Moussaoui, Ramzi Binalshibh, Abu Qatada, Abu Zubaydah, Khalid Shaikh Mohammed e Mohammed Haydar Zammar.

Zacarias Moussaoui

Zacarias Moussaoui, de 33 anos, foi a primeira pessoa a ser indiciada sob a acusação de conspirar com Osama Bin Laden e outros suspeitos na preparação dos atentados nos Estados Unidos.

Seu julgamento está previsto para outubro.

Cidadão francês de ascendência marroquina, ele foi preso nos Estados Unidos em 2001, acusado de imigração ilegal, depois de levantar suspeita entre treinadores de uma escola de aviação do Estado de Minnesota.

A desconfiança tinha motivo: ele só queria aprender a pilotar os aviões no ar, sem interesse em relação à decolagem ou à aterrissagem.

Ao que tudo indica, o curso de pilotagem foi financiado por fontes da Alemanha e do Oriente Médio.

Acredita-se que Moussaoui tenha participado de treinamentos em campos da Al-Qaeda no Afeganistão. Até 2001, ele viveu em Londres, onde fez um curso de mestrado na South Bank University.

De 1998 a 1999, ele morou em Hamburgo, na Alemanha, onde dividia um apartamento com Mohammed Atta, apontado pelas autoridades americanas como o líder dos seqüestradores de 11 de setembro.

Vigésimo seqüestrador

Há muita especulação sobre a existência de um 20º seqüestrador, que deveria ter embarcado no avião da American Airlines que caiu na Pensilvânia. Esse foi o único vôo com quatro seqüestradores em vez de cinco.

Inicialmente acreditava-se que o 20º seqüestrador seria Zacarias Moussaoui. Agora, porém, o principal suspeito é Ramzi Binalshibh, de 20 anos, também conhecido como Ramzi Omar, um iemenita que também havia dividido um apartamento com Mohammed Atta em Hamburgo.

Binalshibh tentou três vezes sem sucesso ingressar nos Estados Unidos nos meses procedentes ao ataque.

Ele havia pago US$ 2,2 mil para participar de um curso de aviação na Flórida junto com Ziad Jarrah, outro dos seqüestradores.

Mas foi obrigado a desistir das aulas por não ter conseguido um visto para os Estados Unidos, aparentemente por causa de suspeitas de envolvimento com o atentado ao navio da marinha americana USS Cole, em outubro de 2000, no Iêmen.

Acredita-se que Binalshibh e outros dois suspeitos procurados pela polícia alemã – Said Bajahi e Zakariyah Essaabar – tenham deixado Hamburgo pouco antes de 11 de setembro.

Abu Qatada

Assim como Binalshibh e Moussaoui, muitos dos outros suspeitos de envolvimento com a Al-Qaeda e participação nos ataques de 11 de setembro viviam e trabalhavam em cidades da Europa Ocidental.

Entre eles, está o clérigo muçulmano Abu Qataba, supostamente o mais graduado integrante da Al-Qaeda preso até agora. Capturado em Londres, ele também teve os bens congelados pelas autoridades britânicas.

Segundo o juiz espanhol Baltasar Garzón, o mesmo que pediu a extradição do ex-ditador chileno Augusto Pinochet, Qataba é o líder espiritual da Al-Qaeda na Europa.

Ele foi condenado à revelia a prisão perpétua na Jordânia por uma série de crimes, incluindo a participação num plano para matar turistas americanos durante as comemorações da virada do milênio. Mas Qatada nega as acusações.

Há quem diga que ele conheceu Osama Bin Laden em Peshawar, no Paquistão, em 1989. Ele nega, porém, conhecer o líder da Al-Qaeda ou ter qualquer envolvimento com a organização.

Segundo depoimentos de homens supostamente ligados à Al-Qaeda, Abu Qatada atraiu uma multidão de seguidores entre muçulmanos radicais da Europa.

Fitas de vídeo com seus sermões foram encontradas num apartamento em Hamburgo, utilizado pelos supostos seqüestradores de 11 setembro, conforme informações do jornal The Washington Post.

Foi por causa da influência de Abu Qatada que Djamel Beghal, um dos homens presos sob acusação de envolvimento nos planos para um ataque à embaixada americana em Paris, diz ter se tornado interessado nas atividades de grupos extremistas muçulmanos.

Qatada, cujo nome real é Omar Uthman Omar, nasceu em Belém em 1960. Morou na Jordânia até 1989, quando fugiu do país, alegando sofrer perseguições políticas. Em 1993, chegou à Grã-Bretanha, proveniente do Paquistão.

Abu Zubaydah

As autoridades americanas descrevem Abu Zubaydah, de 30 anos, como um "recrutador de terroristas e planejador operacional-chave do círculo mais próximo de Osama Bin Laden".

Quando foi preso no Paquistão, em março, ele era tido como o responsável pela reorganização da Al-Qaeda e pelo planejamento de novos ataques.

Acredita-se que Zubaydah, filho de palestinos, tenha nascido na Arábia Saudita.

Ele tem fortes conexões com grupos palestinos e organizações da Jordânia, onde foi condenado à morte por envolvimento num plano para realização de atentados a bomba em hotéis durante as comemorações da virada do milênio.

Zubaydah é também acusado de tentar planejar ataques às embaixadas dos Estados Unidos em Paris e Saravejo.

Acredita-se ainda que ele tenha dado instruções a Richard Reid, o "homem do sapato-bomba", preso ao tentar embarcar num vôo de Paris a Miami em dezembro de 2001.

Khalid Shaikh Mohammed

Khalid Shaikh Mohammed está na lista dos homens mais procurados por FMI. Sinal de sua importância está no valor da recompensa oferecida por informações que levem à sua captura: US$ 25 milhões.

Para as autoridades americanas, o kuwaitiano de 37 anos é um dos líderes da rede Al-Qaeda e também um dos responsáveis pelos atentados de 11 de setembro.

Ele é acusado de ter colaborarado com Ramzi Ahmed Yousef, que coordenou o primeiro atentado a bomba no World Trade Center, no qual morreram seis pessoas. Yousef foi condenado a 240 anos de prisão em 1998.

Shaikh Mohammed também foi indiciado nos Estados Unidos, acusado de envolvimento num plano para explodir aviões americanos sobre o Oceano Pacífico em 1995, operação conhecida como "Complô de Manila".

Mohammed Haydar Zammar

As autoridades americanas acreditam que Mohammed Haydar Zammar seja o responsável pelo recrutamento de Mohammed Atta, o suposto líder dos seqüestradores de 11 de setembro.

Zammar, cidadão alemão nascido na Síria, foi preso no Marrocos após deixar a Alemanha depois dos ataques nos Estados Unidos.

Depois dos atentados, ele havia sido interrogado pelas autoridades alemãs. Acredita-se que ele tenha estado em Hamburgo com Atta e outros integrantes da sua célula, como os seqüestradores Marwan al Shehhi e Ziad Harrah.

Saiba mais sobre a investigação dos atentados de 11 de setembro

Clique aqui para ler o especial da BBC Brasil sobre 11 de setembro
 
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