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12 de setembro, 2002 - Publicado às 10h40 GMT
Eldorado dos Carajás ainda vive situação complicada
Carros da PF e do Incra na Fazenda Bamerindus
Carros da PF e do Incra na Fazenda Bamerindus

 Clique aqui para ouvir a reportagem de Paulo Cabral

Paulo Cabral, enviado especial a Eldorado dos Carajás

Mais de seis anos depois da morte de 19 agricultores, em Eldorado dos Carajás em um confronto com a Polícia Militar por causa de terras, muitos assentamentos da região estão em péssimas condições.

Os problemas podem ser visto inclusive nas fazendas que foram desapropriadas e loteadas pelo governo.

Quando cheguei a Eldorado dos Carajás, na tarde de quarta-feira, a Polícia Federal e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) estavam começando uma grande operação para regularizar a situação dos assentamentos e combater os altos índices de criminalidade dentro da Fazenda Bamerindus, que deveria se tornar um assentamento modelo quando foi desapropriada pelo governo em 1998.

"O objetivo desta operação é reestabelecer a ordem pública. Você nota que aqui dentro tem pessoas que não são ligadas à terra e sim bandidos, assaltantes, traficantes que dominaram este local", disse o delegado federal Cláudio Dornelas.

Pente-fino

O policial estava comandando o comboio de cerca de 20 caminhonetes com agentes do Incra e da PF com a missão de passar um pente fino nos 60 mil hectares da Fazenda Bamerindus.

"A região é inóspita e muito quente. É um trabalho difícil que está começando hoje (quarta-feira, dia 11 de setembro) e deve demorar uns 90 dias", disse o delegado. "Por aqui já foram constatados roubos de carros e motos, seqüestros e homicídios. Estamos também investigando denúncias de plantações de maconha”, disse.

Quando saí, ele recomendou: "Cuidado andando nestas terras que está muito perigoso. Fique atento, como um coelho mesmo".

O diretor da Associação dos Assentados da Fazenda Bamerindus, Eduardo Lira – apelidado de Zé Rainha, numa referência ao líder do MST –, admitiu que a criminalidade está alta nos assentamentos.

"O abandono dos assentamentos é total, o povo fica desanimado e acaba plantando maconha. E tem também bandido que vem da cidade e se esconde por aqui", disse.

Mas o líder comunitário garante que o problema não é só na Fazenda Bamerindus. "Em muitos assentamentos por aqui a coisa está assim."

Lira espera que a ação dos órgão federais regularize a situação dos assentados na fazenda para que eles possam voltar a receber ajuda federal e tentar aumentar a produção.

"Quando a gente veio para cá, em 1998, este era para ser um assentamento modelo. A fazenda já produzia cacau, banana e tinha pasto", explicou. "Mas com todos esses problemas, dos 400 assentados que tinha aqui, 300 já venderam as terras e foram para outros lugares."

Apesar da memória do conflito de 1996 ainda estar viva na região, os assentados de hoje estão pedindo ajuda e querem policiais dentro das fazendas.

"Nos sentimos bem quando vemos alguma autoridade aqui dentro. Não temos receio não."

 Clique aqui para ouvir a reportagem de Paulo Cabral
 
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