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24 de setembro, 2002 - Publicado às 11h50 GMT
Fundo garante bom atendimento a pobres em Cingapura
Sistema é privado e pago, mas pobres recebem ajuda
Sistema é privado e pago, mas pobres recebem ajuda

Mirna Queiróz, de Cingapura

O sistema de saúde de Cingapura é basicamente privado e pago - mas um fundo do governo garante que os pobres também tenham acesso a um atendimento de qualidade.

Essa fórmula garantiu ao pequeno país do Sudeste Asiático a sexta colocação no ranking de sistemas de saúde elaborado pela Organização Mundial da Saúde. E agora Cingapura quer se tornar em um centro internacional de serviços na área.

Os tratamentos para pessoas mais carentes são financiados com verbas de um fundo de US$ 470 milhões criado em 1993, chamado de MediFund.

Até agora, mais de 600 mil pedidos de atendimento usando verbas do Medifund foram aprovados. No ano passado, o governo de Cingapura desembolsou cerca de US$ 16 milhões para pagar gastos com tratamento médico da população de baixa renda através do MediFund.

Atendimento imediato

Em casos de emergência, o atendimento é imediato. E quem precisa se submeter a uma operação espera no máximo quatro semanas, num país onde o número de leitos nos hospitais não chega a 12 mil para uma população residente de mais de 3 milhões de pessoas.

Para o médico Koh Wei Howem, o serviço público de saúde local oferece muitas facilidades comparado com o de países desenvolvidos.

"Você tem uma gama muito variada de especialidades. Tem também médicos e enfermeiros com boa formação, bem treinados. Os pacientes podem seguramente contar com bom atendimento, desde os cuidados básicos aos mais especializados."

Mas a qualidade do serviço não é igual para todos. O lema nessa pequena ilha no sudeste asiático é: quem exige mais deve pagar mais. Os pacientes menos afortunados são internados em quartos de categoria mais baixa, com uma grande vantagem: os custos podem ser subsidiados pelo governo em até 80%.

Idosos

Há mais benefícios. Pessoas acima de 65 anos e todas as crianças que estudam na rede pública têm até 75% de descontos em consultas e tratamentos. Ou seja, a consulta fica quase de graça, podendo variar entre US$ 5 e US$ 10.

Os remédios também são baratos. Um antibiótico pode ser comprado por apenas US$ 1 nas farmácias dos hospitais públicos.

Apesar dos subsídios, a filosofia do governo não é promover atendimento médico gratuito, mas sim fazer com que cada cidadão assuma as próprias despesas com saúde.

Por isso, obriga por lei todos os trabalhadores a deduzir de 6% a 8% do salário para uma poupança de saúde pessoal.

Bons indicadores

O resultado do alto nível dos serviços médicos do país - aliado a um bom sistema sanitário, de moradia e de ensino - são estatísticas que colocam Cingapura ao lado dos países mais desenvolvidos do mundo. A taxa de mortalidade infantil é de 3,2 para cada mil nascimentos e a expectativa média de vida é de 77,6 anos.

Ainda sim, nem todos estão satisfeitos. A jovem matemática Verônica Keng, que acaba de dar à luz uma menina no hospital do Estado, acha que a única vantagem do sistema público é o fato de ser mais barato.

"O médicos estão ali só para fazer o seu trabalho, eles não são muito atenciosos com o paciente. Nos hospitais privados o atendimento é melhor porque estão à espera de que você os recomende para os amigos."

A professora Rita Elias, de 51 anos, discorda. "Aqui os médicos são muito dedicados, até porque eles respondem diretamente ao governo e têm medo de cometer um erro, porque são investigados e pagam por ele", afirma.

Rita vai ter que esperar duas semanas para receber os resultados de um exame de sangue feito em uma policlínica do governo. "Pode até ser considerado muito tempo, mas é porque eles são muito minuciosos, detalhistas, por isso prefiro os médicos do serviço público."

Estrangeiros

Depois de ter alcançado um alto padrão de saúde, o governo quer agora conquistar mais pacientes da região. Atualmente 150 mil estrangeiros gastam mais de US$ 200 milhões por ano nos hospitais de Cingapura.

A meta é atrair mais de um milhão de pacientes estrangeiros e arrecadar pelo menos US$ 1,7 bilhão em dez anos.

Pelos cálculos do Comitê de Revisão Econômica, esse dinheiro ajudaria na criação de 13 mil empregos e aumentaria a contribuição do setor para o Produto Interno Bruto de 0,2% para mais de 1%.

Abrir escritórios no exterior para promover os seus serviços médicos como seguro, rápido e avançado e deixar de limitar a entrada de médicos estrangeiros são algumas das propostas em estudo para fazer de Cingapura um dos principais centros de saúde do mundo.

Clique aqui para acessar a série especial As Eleições e a Globalização.
 
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