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07 de outubro, 2002 - Publicado às 14h59 GMT
Comandante afegão que colocou minas ajuda na retirada
Abdul Mahfoz quer minas longe de suas videiras
Abdul Mahfoz quer minas longe de suas videiras

Graciela Damiano, enviada especial a Cabul

Durante pelo menos 20 de seus 43 anos, Abdul Mahfoz tem sido o comandante local do vilarejo de Dasht Rabat, cerca de 50 km ao norte da capital afegã, Cabul. Hoje ele dá preciosa ajuda ao trabalho de desativação de minas do Halo Trust na área.

Quando comandava 250 milicianos, entre 1997 e 1998, resistindo ao Talebã, Mahfoz ordenou a colocação de milhares de minas na área.

“Os inimigos nos atacavam e tínhamos que nos proteger. Quando pusemos as minas aqui, já não havia mulheres e crianças. Todos tinham fugido”, disse o comandante.

Ele afirma que nem sabe de onde vieram as quase 3.000 minas que mandou colocar nas imediações.

Soviéticos

"Recebíamos as minas dos chefes militares. Eu nem sei de que tipo eram pois não conseguia ler a marca”, diz o comandante afegão.

Mahfoz disse que pegou em armas na juventude para repelir a invasão soviética. Logo assumiu a liderança na área e foi lutar sob o comando do chefe de milícia mujahedin Gulbuddin Hekmatyar.

O comandante, de barbas longas e riso fácil, disse que se desencantou com Hekmatyar, depois aliado do Talebã. Mahfoz se bandeou para a Aliança do Norte de Ahmed Massoud.

Mahfoz tem mulher, nove filhos e uma vasta extensão de terra onde estão plantadas videiras carregadas. As uvas, que o comandante vende, são verdes, pequenas e muito doces.

Ele afirma que espera que não ocorram mais guerras no Afeganistão. Mahfoz se diz satisfeito com o novo governo provisório. Está pensando em sair candidato às eleições legislativas planejadas para dentro de 18 meses.

Garotos

Sangar, de oito anos, e seu irmão Omad, de seis, aprenderam a conviver com as minas. Eles sabem onde devem e onde não devem pisar no vilarejo de Dasht Rabat, onde nasceram.

Sangar e Omad viram o avô morrer

Os garotos perderam o avô pouco mais de um mês antes, em um campo minado. Ouviram o barulho da explosão e viram o avô ser trazido para sua casa, ensangüentado.

Ficaram curiosos, mas com medo.

Omad disse que o avô estava sem um pé e faltavam vários dedos no que restava.

Sangar afirma que nem chega perto de onde os peritos estão trabalhando. Quando sua família se instalou em um campo de refugiados perto da embaixada da Rússia em Cabul, teve aulas de noções de minas.

No vilarejo, com pouco mais de 100 famílias, sete pessoas sofreram acidentes com minas em um mês.
 
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